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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Romero apresenta emenda à MP 532/2001 que beneficia funcionários dos Correios


Atendendo aos pedidos de delegação dos servidores da Empresa de Correios e Telégrafos, o deputado Romero Rodrigues apresentou emenda à Medida Provisória nº 532/2011, que dentre outros temas, trata de mudanças naquela empresa, dando segurança funcional a esses servidores, que se acham ameaçados em sua estabilidade funcional  em nome da “preparação da ECT para as mudanças exigidas pelo  mercado”.

Em sua justificativa, Romero, que pediu a inclusão de um novo parágrafo ao Art. 5º do Decreto-Lei nº 509, de 20 de março de 1969, que dispõe sobre a transformação do Departamento dos Correios e Telégrafos em empresa pública, expôs ao relator da MP 532-2011, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que “a sugestão de redação, com a inclusão  do § 4º, vem atender a uma reivindicação dos trabalhadores da ECT, preocupados com os novos rumos que a empresa, após a aprovação dessa MP 532/2011, possa tomar em relação a  política a ser aplicada aos seus empregados”. 

A emenda apresentada prevê que quaisquer que sejam as mudanças a serem aprovadas em relação aos Correios, “Aos servidores da ECT, fica garantida a estabilidade funcional”.

Romero Rodrigues, acrescentou ainda que, “por justa e oportuna, é necessário que a garantia da estabilidade funcional, conste do texto legal, para, assim, dar maior segurança àqueles trabalhadores, que tão relevantes serviços prestam ao nosso país.”

O deputado informou que a proposta foi muito bem recebida pelo relator, por proteger essa categoria de trabalhadores que vivem sob o fantasma da demissão, pois a aprovação da MP 532-2011, segundo análises de muitos deputados,  abrirá brechas para a privatização da ECT,   e ficou de adequá-la em seu relatório.

A MP 523-2011, do Poder Executivo - que "acresce e dá nova redação a dispositivos das Leis nºs 9.478, de 6 de agosto de 1997, e 9.847, de 26 de outubro de 1999, que dispõem sobre a política e a fiscalização das atividades relativas ao abastecimento nacional de combustíveis; altera o § 1º do art. 9º da Lei nº 8.723, de 28 de outubro de 1993, que dispõe sobre a redução de emissão de poluentes por veículos automotores; dá nova redação aos arts. 1º, 2º e 3º do Decreto-Lei nº 509, de 20 de março de 1969, que dispõe sobre a transformação do Departamento dos Correios e Telégrafos em empresa pública; altera a Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, que dispõe sobre a Organização da Presidência da República e dos Ministérios, e dá outras providências", recebeu outras 57 emendas e já está sendo analisada e votada pelo Plenário da Câmara Federal. 



Rita Bizerra, com assessoria

Presidente do Tribunal de Justiça recebe comissão de deputados


Abraham Lincoln confirma presença em audiência pública a ser realizada pela ALPB

Ex-ministro de Lula, Roberto Rodrigues, faz palestra em João Pessoa nesta sexta-feira

O ex-ministro da Agricultura do Governo Lula, Roberto Rodrigues, fará uma palestra na próxima sexta-feira (19), a partir das 10h, no auditório  da Organização das Cooperativas do Estado da Paraíba (OCBPB). O atual Coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas e Professor da Unesp vai falar sobre “PERSPECTIVAS DO AGRONEGÓCIO NO BRASIL”. A sede da OCBPB fica na Av. Coremas, Nº 498, no Centro. O evento é direcionado aos integrantes do setor produtivo da Paraíba. 
 
De acordo com o Secretário Executivo da Agropecuária e da Pesca da Paraíba, Rômulo Montenegro, o evento se constitui numa rara oportunidade, principalmente, pelo atual momento vivido pelo setor do agronegócio  no Estado. “Neste momento, a Paraíba estabelece, pela primeira vez,  um planejamento estratégico para a agricultura, a pecuária e a pesca junto a uma instituição de renome como a Fundação Getúlio Vargas, elegendo dentre as principais cadeias produtivas os obstáculos que a impedem de crescer e tornar-se eficiente, ante as exigências do mundo moderno e da economia globalizada”, disse o secretário.


Segundo Rômulo Montenegro esse planejamento enfoca aspectos tributários, barreiras comerciais, defesa sanitária, ambientais e de infraestrutura e logística. “Por tudo isso, essa palestra é muito bem vinda e se constitui numa rara oportunidade para os representantes do setor produtivo local se atualizarem”, reforça o secretário.
 
Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Raimundo Nonato, esse é um evento imperdível para os produtores paraibanos. “Além de muito competente, o ex-ministro Roberto Rodrigues conhece profundamente a realidade da agricultura nacional, não apenas de forma empírica, mas na prática, porque também atua no mundo do agronegócio como produtor rural, de forma que ele deve trazer muitas informações importantes e atuais para todos nós”, afirmou Nonato que já confirmou participação no evento.
 
 
Edinho Trajano, com assessoria

Adriano Galdino assume a titularidade na CCJ



O deputado Adriano Galdino (PSB) participou da reunião desta quarta-feira (17.08) da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) já na condição de titular. O Ato do presidente da Casa deputado Ricardo Marcelo (PSDB) convocando o parlamentar para assumir a vaga, foi publicado no Diário do Poder Legislativo (DPL) da edição desta quarta.

O documento expedido pelo presidente foi precedido pelo ofício assinado pelo deputado Hervázio Bezerra (PSDB), líder do Bloco Parlamentar DEM/PSDB/PPS/PTN/PDT e PT do B, que afirma que em conformidade com o Regimento Interno e na condição de líder do bloco, indica Galdino para a titularidade da CCJ em substituição ao deputado Lindolfo Pires (DEM),atualmente licenciado.

O DPL desta quarta traz também ofício do deputado Lindolfo Pires comunicando à Presidência da Casa a renúncia em caráter irrevogável ao cargo de presidente da CCJ, com base no artigo 34, do Regimento Interno. “Haja vista que no momento estou licenciado do cargo de deputado estadual, para o exercício do cargo de Secretário Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, com fulcro no inciso I, do artigo 58, da Constituição Estadual”, disse Lindolfo.

A CCJ aprovou nesta quarta, entre outras matérias, o projeto do Executivo, que dispõe sobre a exigência de parcela do ICMS, nas operações interestaduais que destinem mercadorias ou bens a consumidor final, cuja aquisição ocorrer de forma não presencial (internet) . 
 
Entre os projetos aprovados também esteve o de autoria do deputado Aníbal Marcolino (PSL) que dispõe sobre a obrigatoriedade da realização da Triagem NeoNatal nas maternidades e estabelecimentos hospitalares congêneres.



Rita Bizerra, com assessoria

Presidente Dilma Rousseff é aprovada por 70,2% dos brasileiros

Governo da presidente é considerado ótimo e bom por 49,2% dos entrevistados

A popularidade da presidente Dilma Rousseff está em alta, assim como a avaliação positiva do seu governo. É o que revela pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira (16): 70,2% dos brasileiros aprovam o desempenho pessoal da presidente no comando do país e 49,2% consideram o governo Dilma ótimo e bom.

Na semana passada, pesquisa feita por outro instituto, o Ibope, trouxe números semelhantes: 67% dos brasileiros avaliaram como ótimo e bom o desempenho pessoal da presidente no comando do país e 48% consideraram o governo Dilma ótimo e bom.

Esta é a primeira pesquisa feita pelo Sensus durante o governo da presidente Dilma. O levantamento foi feito com 2.000 pessoas, em 136 municípios de 24 Estados, entre os dias 7 e 12 de agosto. Portanto, como não há pesquisa anterior do instituto, não é possível dizer se houve queda ou alta na popularidade da presidente. A margem de erro é de 2,2 pontos para mais ou para menos.

A sondagem detectou as impressões dos brasileiros após virem à tona as suspeitas de corrupção nos ministérios dos Transportes e do Turismo.

O primeiro resultou na queda do ministro Alfredo Nascimento, do segundo da pasta e da cúpula do Dnit (responsável pelas estradas). O segundo levou à prisão o secretário-executivo Frederico Silva da Costa e outros 35 pela Operação Voucher da Polícia Federal. Em ambos os casos, Dilma cobra “faxina” para pôr fim às irregularidades.

No levantamento divulgado hoje, para 37,1% dos entrevistados, a gestão de Dilma é regular. Ruim ou péssimo foi a resposta de 9,3% dos brasileiros consultados e 4,6% não souberam avaliar ou responder à sondagem. Desaprovam o desempenho pessoal da presidente 21,1%.

Na pesquisa realizada em março pelo Ibope, o governo teve aprovação de 56% dos brasileiros. Sobre a atuação pessoal da presidente Dilma, 73% a aprovaram como chefe do governo, e 12% desaprovaram.

Antes do início do governo Dilma, o Sensus mediu, em dezembro do ano passado, a expectativa dos brasileiros quanto à futura gestão. Na época, 83,4% esperavam um governo bom ou ótimo, 13,7% regular e 2,2% ruim ou péssimo.

Datafolha

O resultado confirma levantamento do Datafolha, que no início do mês (6) apontou que 48% dos brasileiros com 16 anos ou mais consideram o governo da petista ótimo ou bom. O resultado do levantamento, feito entre os dias 2 e 5 de agosto, é bem parecido com o que foi verificado em junho (49%) e março (47%) pelo mesmo instituto.

Ainda de acordo com o Datafolha, a gestão de Dilma é regular para 39% dos entrevistados, um ponto percentual acima da marca de julho (38%) e cinco pontos em relação a março (34%).

Ruim ou péssimo foi a resposta de 11% dos brasileiros consultados, contra 10% em junho e 7% em março. Nesta pesquisa, 3% não souberam avaliar o desempenho da petista. O Instituto ouviu 5.254 pessoas em todo o Brasil, com margem de erro de dois pontos.


Do R7

Petista Luiz Couto quer aumentar penas como forma de combate à violência




Em entrevista à RádioPT, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) defendeu penas mais duras para moralizar o país. Outra ação é a criação de varas específicas para combater a corrupção.

 

Leia abaixo a íntegra da entrevista. Ou ainda ouça na RádioPT.

 

Atuação Parlamentar

Luiz Couto: “Nós estamos trabalhando no combate à violência.

Nós verificamos a situação do assassinato da juíza, no Rio de Janeiro. Mostrando que nós temos que ter uma lei que tipifique o crime de extermínio, para que ele passe na sua investigação, nas denúncias, nos julgamentos para a esfera federal. Nós verificamos que há uma promiscuidade, há uma conivência muitas vezes de setores nos estados. E quase sempre as pessoas são presas, mas tem uma boa banca de advogados e terminam sendo absolvidos”.

Legislação atual e tipificação de extermínio.Luiz Couto: “É conhecida como crime comum ou crime doloso ou culposo, então o homicídio, isso mostra que nós temos que tipificar mais, mesmo e passar para a esfera federal a investigação. Entrando a Polícia Federal para investigar, o Ministério Público fazendo a denúncia e a Justiça Federal julgando. Por que muito desses casos vão a júri popular. E o júri popular muitas vezes onde ocorreu o crime, ele tem a interferência, a ameaça, a intimidação por parte ou do réu ou dos seus agregados, ou dos seus parceiros”.

As categorias menos protegidas:Luiz Couto: “Os defensores de direitos humanos, a comunidade de LGBT, que estão sendo vítimas de chacinas de mortes. Esse é o primeiro aspecto, e temos um projeto que é o 370/2007 de nossa autoria, está pronto para ser votado. Mas há resistências, principalmente por parte dos juízes estaduais do ministério público estadual, da polícia civil, da polícia militar e setores aqui de partidos que não querem que esse projeto seja votado. Então nós vamos lutar para que seja aprovado, que a presidenta possa sancionar e nós termos uma lei para dar um basta a esse sistema de extermínio que está acontecendo em nosso país. A outra frente é a corrupção, que temos uma PEC que está pronta para ser votada, que é a PEC 422, onde ela cria varas especiais em cada estado para julgar os crimes de improbidade e de corrupção. Os crimes de desvio de recursos públicos, porque nós verificamos que hoje o gestor público comete um crime, ele vai ficar esperando na fila, para que os outros crimes sejam julgados. Então criando essa vara específica dará maior celeridade e os julgamentos terão uma celeridade. E esse que cometem tais crimes de corrupção, com certeza não irão mais exercer cargos públicos. Também porque serão afastados para que não venha cometer mais essa atividade criminosa”.

 

Pena MáximaLuiz Couto: “Depois volta já nas próximas eleições ou para deputado, ou para senador, para prefeito, para governador, para deputado federal. Eu espero que com a ficha limpa, que começa valer a partir do próximo ano, nós tenhamos a retirada, uma lavagem desses maus políticos que estão a serviço do crime. Que estão querendo enriquecer as custas do erário. E que nós possamos ter pessoas comprometidas com a honestidade, com a justiça social e com a melhoria das condições de vida para a população. Trabalhando para construir mecanismos de qualidade para a população”.

Denúncias nos ministériosLuiz Couto: “Esse é um fato que nós devemos ir a fundo. Não basta você abrir o pote e tirar só a borra que está presente lá agora. Precisa ir a fundo. Porque isso vem desde o momento que os portugueses aqui chegaram. A primeira coisa que aconteceu foi um ato de corrupção, aonde os portugueses que aqui vieram, trocaram com os índios bugigangas por ouro e por outras coisas interessantes aqui. Depois o toma lá da cá, onde o Vaz de Caminha, que não era escrivão, se faz de escrivão, para depois pedir ao rei D. Manuel, para que pudesse tirar o genro dele de um lugar para outro, já fazendo aquele momento onde “o jeitinho brasileiro” é um resultado dessa corrupção.
E o terceiro aspecto é a questão da impunidade, a impunidade é a grande mãe da criminalidade. Por que as pessoas cometem crimes e continuam cometendo, não tem punidade, a celeridade não existe. Existe muita morosidade no sistema judicial. Ou seja, hoje você pode recorrer quantas vezes você quiser, pode fazer procrastinação. Se tiver uma boa banca de advogados vai morrer e não será julgado. Porque o sistema que nos temos, é um sistema que não dá celeridade do julgamento desses crimes”.

Da para dizer que no Brasil o crime está compensando?Luiz Couto: “Eu diria o seguinte, aqueles que estão fazendo isso, sabe que a nossa presidenta disse que não vai passar a mão na cabeça. Ou seja, por que ela mesma disse: se a gente for conivente com a corrupção é a falência do estado. E nós não podemos permitir que isso aconteça. É preciso ir fundo. E aqueles que tiverem envolvidos sejam afastados e não venham mais a ocupar cargos públicos”.

PEC 422Luiz Couto: “É de minha autoria também. Eu espero que nós possamos votar e dar um basta a esse trio da maldade que é a violência, a corrupção e a impunidade”.


 

Fonte: Portal do PT

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Governo pede crédito de R$ 2,6 mil para 12 gerências de ensino

     
A Assembleia Legislativa da Paraíba recebeu nesta segunda-feira (15.08) o projeto de lei n°376/2011, de autoria do Poder Executivo que trata da abertura de crédito especial destinado às Gerências de Ensino instaladas na Paraíba. A matéria foi publicada no Diário do Poder Legislativo da Paraíba (DPL) da edição desta terça-feira (16.08) e constou do expediente da sessão ordinária.

Segundo a matéria, a solicitação de autorização para a abertura de crédito especial no valor de R$ 2.611.532,00 visa atender ao projeto de criação de 12 unidades orçamentárias para a Secretaria de Estado da Educação, correspondentes ao número de Gerências instaladas no Estado, respectivamente nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Cuité, Monteiro, Patos, Itaporanga, Catolé do Rocha, Cajazeiras, Sousa, Princesa Isabel e Itabaiana.

O governador Ricardo Coutinho explica na mensagem encaminhada ao Poder Legislativo Estadual que o atendimento da suplementação ocorrerá através de remanejamento de dotações orçamentárias provenientes do orçamento da Secretaria de Educação do Estado.

Seguindo a tramitação, o projeto passará ainda pela apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e da Comissão de Acompanhamento e Controle da Execução Orçamentária da Casa de Epitácio Pessoa.
 
 
Rita Bizerra, com assessoria

Projeto de Raniery pretende reinserção de jovens em cumprimento de medida socioeducativa no mercado de trabalho


Um projeto de lei de autoria do deputado Raniery Paulino (PMDB) pretende instituir na Paraíba o Programa de Inclusão no Mercado de Trabalho de Adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa. A matéria foi publicada na edição desta terça-feira (16.08) do Diário do Poder Legislativo (DPL).

De acordo com o projeto nº331/2011, o programa tem como objetivo promover a ressocialização e a inserção de jovens que se encontram em unidades de internação e internação provisória, no mercado de trabalho, além de incentivar sua escolarização.

“O projeto pretende minimizar os alarmantes índices de violência existentes na Paraíba. Oportunizando espaços no mercado do trabalho para inúmeros jovens que precisam ser ressocializados e os deixando distantes do mundo do crime”, explicou o deputado, que preside a Frente Parlamentar de Políticas Públicas para a Juventude da Assembleia Legislativa da Paraíba.

Conforme prevê a matéria, o Programa de Inclusão no Mercado de Trabalho de Menores Infratores Internos será coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH) e supervisionado pela Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Fundac).

As inscrições no programa poderão ser efetivadas nas unidades da Fundac e do Sine da Paraíba, entidades da sociedade civil sem fins lucrativos, organizações não-governamentais ou municipais conveniadas. As empresas habilitadas poderão efetuar a contratação até 20% da força de trabalho, e as que tiverem quatro empregados poderão contratar um jovem através do programa.

Para Raniery, a aplicação da lei de forma isolada não é suficiente. “Faz-se imprescindível que o Poder Executivo realize esse programa para em uma ação conjunta, dar novas perspectivas de vida para esses jovens marginalizados”, afirmou ele.


Rita Bizerra, com assessoria

Frei Anastácio anuncia sessão para discutir aumento de energia elétrica

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) registrou hoje (16), no plenário da Assembleia Legislativa, a realização de uma sessão especial, nesta terça-feira, às 14h, para discutir o reajuste na tarifa de energia elétrica na Paraíba. Segundo o parlamentar, se o reajuste for aplicado, a Paraíba terá a quarta tarifa de energia mais cara do Nordeste.

O parlamentar registrou ainda a posição tirada durante o quarto encontro do Movimento PT, tendência interna do Partido dos Trabalhadores, da qual ele é um dos coordenadores que manteve a decisão de oposição ao governo do estado. O encontro foi realizado no final de semana, com participação de 52 municípios.

O deputado disse que a Paraíba tem um governo que age como se estivesse num reinado. “Secretário é figura decorativa, chefe de gabinete não tem autonomia para nada e é tudo na base do, eu quero assim e tem que ser como eu quero”, disse Freio Anastácio.

O deputado revelou que “as pesquisas internas que nós temos mostram o reflexo dessa forma “monocrática” de governar. As expressões do povo nas ruas refletem uma tremenda decepção. Os adjetivos que usam para classificar o governo atual chegam a ser deprimentes”, afirmou o deputado.

O petista disse que não é isso que o povo quer para esse estado. E pode continuar chamando a oposição de “Essas Coisas”, como nós estamos sabendo. São “essas coisas” - como o senhor chama -, que estão levando para o povo a real situação em que a Paraíba vive hoje. O povo da Paraíba não merece isso”, concluiu.


Rita Bizerra, com assesso

Cartaxo cobra distribuição de fardamento escolar na rede municipal de ensino

O deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) apresentou, hoje (16), requerimento solicitando que a secretária de educação, Ariane Sá, entregue, em caráter de urgência, o fardamento dos estudantes da rede pública da Capital, que, há menos de quatro meses do final do ano letivo, ainda não receberam o material. O parlamentar quer saber por que, mesmo havendo dotação orçamentária específica, os alunos ainda não receberam as fardas.

Em seu pronunciamento no plenário, Cartaxo lembrou que, no último mês de maio, a Prefeitura de João Pessoa se comprometeu a entregar o fardamento escolar a todos os alunos até o dia 1° de agosto deste ano. Até agora, entretanto, o prazo não foi cumprido. “Estamos cobrando algo fundamental, pois sabemos que as crianças precisam do fardamento. É ele que identifica os estudantes, ajudando a afastar pessoas estranhas ao ambiente escolar. Além do mais, é preciso considerar que a maioria dos pais não tem condições financeiras para comprar as fardas, o que aumenta ainda mais a responsabilidade do poder público”, declarou Cartaxo.


Rita Bizerra, com assessoria 

Dilma muda foco e recebe vereadora de João Pessoa


FONTE: JORNAL CORREIO
PRESTÍGIO: ao invés de bancada federal, presidente Dilma Rousseff muda foco e receberá em Brasília vereadora da Capital para conversa

A vereadora Raíssa Lacerda (PSD) será recebida em audiência pela presidente Dilma Rousseff (PT). A data do encontro ainda não foi definida, mas já foi confirmado pela Chefia de Gabinete da Presidência. O secretário de Articulação Política do Estado, José Lacerda Neto, pai da parlamentar, também participará da audiência.

A audiência foi solicitada pela vereadora que levará como pauta principal a construção do hospital da mulher, geração de emprego e renda, além de outros assuntos relacionados à saúde, educação, segurança e violência contra a mulher. Raíssa disse que é muito insistente e vai tentar trazer respostas fechadas de Brasília.

Mas, antes de iniciar qualquer conversar Raíssa Lacerda disse que “a primeira coisa que irei pergunta é porque ela (Dilma) ainda não veio à Paraíba”. Ela disse que nessa oportunidade vai usar e abusar do convite para a presidente visite o Estado e João Pessoa. “Eu não quero que fique só no convite. Quero trazer respostas positivas”. A vereadora destacou que quer sair de lá com uma confirmação da vinda da Dilma para a Paraíba, assim como vários pleitos atendidos de forma concreta.

Além do encontro com a presidente, a parlamentar pessoense informou que entrará em contato com a comissão de deputadas federais, que estão percorrendo o país discutindo a Lei Maria da Penha, para agendar uma audiência pública na Câmara Municipal de João Pessoa para debater o assunto na Capital paraibana. A vereadora explicou que a iniciativa de solicitar uma audiência à presidente partiu do desejo que ela tinha de contribuir o crescimento da Capital.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Cerco aos prefeitos para coibir o uso da máquina



Um alerta para os prefeitos que disputarão a reeleição em 2012: os órgãos de controle como Ministério Público, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e Tribunal Regional Eleitoral vão fechar o cerco ao uso da máquina pública. É o que garante o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho. “Iremos, antecipadamente, eleger um calendário com todas essas instituições, para que os desvios sejam os menores possíveis”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa partiu do presidente do TCE-PB, Fernando Catão.
Oswaldo Filho foi reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Ele foi o mais votado na eleição realizada pelo Ministério Público Estadual. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Paraíba, ele fala de suas metas para a nova gestão e diz que o maior problema do Ministério Público Estadual é a falta de recursos. “A lei de responsabilidade fiscal nos engessou, pois a proporção de gastos com pessoal é escorchante”.
Sobre a polêmica do duodécimo, ele defendeu o diálogo entre os representantes dos poderes. “Precisamos ter diálogo e encontrar nossas saídas. Reuniões recentíssimas da Interpoderes apontaram para um amadurecimento de todos, e a reposição de perdas, que gera a tranquilidade dos envolvidos, mostra um caminho de estabilidade”, ressalta Oswaldo Filho.
Ele fez ainda um balanço positivo das ações empreendidas pelo Ministério Público objetivando fazer com que as prefeituras paraibanas realizem concurso público em vez de contratar prestadores de serviço. “Foi uma aposta que deu certo. Estamos enfrentando uma endemia pública, ou seja, o vício de maus gestores, e aí falo de todos os níveis, que acreditam que a saída para se elegerem é simplesmente comprar o voto através do emprego fácil”.
O Ministério Público, segundo Oswaldo Filho, estará de olho nos concursos públicos oferecidos pelas prefeituras, “pois que existem desvios sérios de prefeitos e nós não iremos compactuar com isso”, destaca o procurador-geral de Justiça. Ele disse que a porta de entrada no serviço público é por meio do concurso. “Quanto mais qualificado o setor, mais cidadania teremos, e quem se beneficia é a própria sociedade, pois estamos premiando a meritocracia”.

ENTREVISTA
O senhor foi reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça. O que significa comandar por mais dois anos a instituição?
Significa, primeiramente, ser um privilegiado. A instituição Ministério Público traz aos que militam na área jurídica uma ideia muito próxima de transformação social, da possibilidade de influenciar, de maneira decisiva, na modificação da paisagem, corrigindo ou diminuindo as distâncias e desigualdades. O fator de poder utilizar do princípio dispositivo, de provocação, é a base elementar de uma instituição forte e, acima de tudo, útil à sociedade. Estar à frente por mais dois anos é revelar o desejo de nossa classe de ver a continuidade de um trabalho de modificação de conceitos, de modelos, de linha de atuação. A responsabilidade é enorme, pois teremos que renovar os ânimos, e isso vem com a montagem de uma equipe comprometida com as mudanças que pretendemos continuar implantando na nossa casa. Os primeiros passos foram dados, mas muitos outros ainda precisam ser firmados, e assim o faremos.

O que não pode ser feito durante a sua gestão e quais as prioridades para essa nova fase?
Éramos uma promessa. As pessoas que assumiram a administração superior do MP tinham que dar certo. A pressão vinha justamente pelo fato de, pela primeira vez, termos a experiência de um promotor estar à frente da gestão, e isso era desafiador. Tínhamos a compreensão de que estávamos vivendo um período de transição, inclusive cultural. Modificar pessoas não é tarefa fácil, e ainda mais no ambiente público, onde existem as chamadas subculturas. Queremos com isso dizer que algumas situações não podiam ser implementadas de forma radical, mas sim gradualmente. Assim, diversos aspectos internos, de aperfeiçoamento da máquina, de encurtamento dos prazos, de metas e indicadores nos espaços administrativos, não foram totalmente inseridos, o que irá se verificar agora nesse novo biênio. No campo da atividade-fim, entendo que avançamos muito na área social, com as modificações estruturantes do setor, mas a parte criminal precisou de mudanças conceituais, a exemplo do controle externo que, apenas pontualmente aparecia. Precisamos de unidade de ação e não mais esforço pessoal e altruísta. Quando isso acontece é porque a máquina está com suas engrenagens desencontradas e cabe à administração corrigi-las. Vamos investir muito fortemente no combate ao crime, principalmente na área do tipo organizado. Crimes como corrupção, desvio de dinheiro público, sonegação fiscal, ilicitudes na área da administração pública receberão por parte do MP uma nova forma de atuação, e nisso podem apostar. Colocaremos as melhores energias de trabalho nesse setor, e, atrelado a um bem delineado plano de controle externo da atividade policial, de certo, estaremos colaborando para a redução dos índices de impunidade, e uma melhor convivência social. Uma sociedade mais tranquila é uma sociedade mais comprometida com sua própria evolução.

O Ministério Público da Paraíba já foi alvo de inspeção do Conselho Nacional do Ministério Público. Uma das irregularidades encontradas diz respeito à carência de membros do MP no interior do Estado? O problema ainda existe?
O CNMP, através de sua Corregedoria, deu uma grande contribuição ao aperfeiçoamento do MP paraibano. Aliás, a inspeção aqui realizada veio a pedido, pois tínhamos a necessidade de apoio às mudanças que estávamos imprimindo. Um dos pontos foi a carência de membros na Paraíba. São 78 vagas oficiais, mas esse número está distorcido, e digo a razão. As duas principais unidades de atuação do parquet em nosso Estado são João Pessoa e Campina Grande e, nessas duas unidades, estamos num trabalho de reengenharia institucional. Promotorias, no passado, eram criadas por obrigação de um dispositivo equivocado de nossa lei orgânica, onde, a cada vara criada no Judiciário, tínhamos que criar uma promotoria, e isso se revelou um tremendo equívoco. Temos atribuições que não caminham com as competências do Judiciário, e essa correção foi estabelecida, mas, de certo, tardia, daí por que temos hoje essas 78 vagas. O problema é, redimensioná-las, e isso não é tarefa fácil, pois pode interferir em garantias constitucionais de nossos membros, e isso é inegociável, são conquistas. A fórmula: transparência e estudo profundo para efetivar as mudanças e encurtar as vacâncias que, diria, na nova ordem, se resolvem com a entrada de, no máximo, 40 novos colegas. O concurso para 20 novas vagas está em tramitação e esperamos que no final de setembro possamos realizar a primeira etapa.

Que outras irregularidades apontadas na inspeção e cujas providências já foram tomadas?
A Corregedoria alcançou nossa instituição num momento de transformação, e isso em consonância com o pensamento nacional de modernidade dos Ministérios Públicos. Isso foi facilitador, tanto que estive pessoalmente na análise, pelo pleno do CNMP, de nosso relatório de inspeção e pude perceber que avançamos muito. O respeito à nossa instituição é outro e a nossa representação evoluiu bastante. As modificações nossas, repito, são estruturantes, que altera o modo de atuação da instituição para um patamar de maior resolutividade. Evidente que alguns pontos de atuações passadas foram encontradas, e, ao receber essas informações, as colocamos em níveis de procedimento que estão recebendo o tratamento devido, mas outros pontos, como nepotismo, desvio de função, quadro de servidores requisitados de outros órgãos, todos esses foram corrigidos, e isso recebeu elogios significativos pelo CNMP.

Em sua opinião, qual o maior problema que afeta hoje o Ministério Público Estadual?
Diria, sem sombra de dúvidas, que o maior dos desafios chama-se recursos. A lei de responsabilidade fiscal nos engessou, pois a proporção de gastos com pessoal é escorchante. O índice de 2% para esses gastos são incompatíveis com realidades nordestinas, ainda mais se falamos de uma Paraíba que não revela, há muitos anos, vocação além do serviço público. Quando um Estado da Federação aponta como sua principal receita o repasse do FPE é porque não existem outras saídas, e assim fica-se refém de uma base absolutamente pobre. O Judiciário tem 6% no limite de gastos, o que poderia sinalizar, num estudo proporcional, que o nosso percentual real haveria de ser entre 3% e 4%, e isso, nos gastos, faz uma enorme diferença. A Lei de Responsabilidade Fiscal é lei complementar à Constituição, mas é essa mesma Constituição que nos impõe, ao MP, tarefas de proximidade social. Defender essa sociedade na área de consumo, meio ambiente, patrimônio público e histórico, educação, saúde, cidadania, infância e ainda num espaço complicadíssimo de combate ao crime, nos leva a perceber que precisamos estar estruturados, e sem pessoal qualificado, membros e servidores, essa tarefa começa a perder o foco. Veja, cada promotor, na sua área de execução, se multiplica em tarefas, e sem uma estrutura de apoio, com assessores qualificados, não há como avançar. Não foram poucos os pedidos de nossos membros, clamando por assessoria. Vamos precisar de imprimir um forte choque de gestão para encontrar saídas, pois os avanços só chegarão nessa medida. Estaremos preparando para 2012 concurso para assessoria de promotor de Justiça, o que os dará um suporte importante.

O senhor anunciou que uma de suas metas é o combate ao crime organizado. Quais as armas que serão usadas para atingir esse objetivo?
Esta semana acordei com a seguinte notícia: “A juíza Patricia Acioli, da 4ª Vara Criminal, de São Gonçalo, foi assassinada no início da madrugada desta sexta-feira, com mais de 10 tiros, quando chegava em casa, em Piratininga, Niterói”. Patrícia era juíza engajada no combate ao extermínio no Rio de Janeiro, e a sua morte é um indício forte de que ali está havendo um enfrentamento severo. Não quero pregar o terror de que precisa morrer alguma autoridade para dizermos que estamos atuando, mas é importante perceber que há de se implementar uma nova lógica de atuação contra o crime organizado. Hoje presido a mais importante comissão do Ministério Público brasileiro no combate ao crime, que é o GNCOC, e pude perceber que muitas coisas devem ser mudadas, alteradas e corrigidas, a bem de um equilibrado tratamento a ordem criminal aqui na Paraíba. Qual a saída? Preparação, qualificação, investimento maciço em tecnologia, na Inteligência, na investigação. Articular as forças de combate, investir pesado em planejamento na área de segurança, premiar os bons policiais, punir os desvios de forma exemplar e buscar incentivos remuneratórios à altura dos riscos. A decisão é e tem que ser política. Investir nessa área é urgente e necessário. Precisamos, e estamos criando, um grupo especializado de estudo para respostas e propostas de mudanças legislativas que facilitem a atuação, não na linha de leis de emergência, de mais punição, porque isso nunca resolveu e não resolve, mas precisamos pressionar para que mecanismos processuais possam ajudar, e não incrementar o sentido de impunidade.

Qual o balanço que o senhor faz das ações empreendidas pelo Ministério Público objetivando fazer com que as prefeituras realizem concurso público em vez de contratar prestadores de serviço?
Foi uma aposta que deu certo. Estamos enfrentando uma endemia pública, ou seja, o vício de maus gestores, e aí falo de todos os níveis, que acreditam que a saída para se elegerem é simplesmente comprar o voto através do emprego fácil. Nisso percebemos também um equívoco profundo da própria sociedade que, em certos momentos, tem um discurso belíssimo de ataque a essas práticas, mas que insistem em, nos bastidores, se autobeneficiarem. Enfrentamos resistências de setores que nos impressionam, e aí entendemos o porquê de certas posições. Há de se entender que o concurso é a via mais apropriada para este ingresso, e quanto mais qualificado o setor, mais cidadania teremos, e quem se beneficia é a própria sociedade, pois estamos premiando a meritocracia. Hoje a Paraíba é o Estado que mais oferece emprego na área pública, e as vagas estão nas prefeituras. Importante dizer que também estamos de olho nos concursos oferecidos, pois que existem desvios sérios de prefeitos e dizer que com isso não iremos pactuar.

Ano que vem haverá eleição nos 223 municípios paraibanos. Existe já alguma orientação aos gestores no sentido de evitar o uso da máquina?
Os órgãos de controle irão se unir nessas próximas eleições. Ministério Público Eleitoral, Estadual, Tribunal de Contas e Poder Judiciário Eleitoral e Estadual irão fechar o cerco ao uso da máquina pública. A iniciativa veio do presidente do TCE, Fernando Catão, que nos propôs essa parceria e entendo mais do que necessária. Não podemos agir isoladamente, mas de maneira conjunta e uniforme. Iremos, antecipadamente, eleger um calendário com todas essas instituições, para que os desvios sejam os menores possíveis. Os promotores de Justiça, a cada eleição, recebem uma orientação da atualização da legislação eleitoral, e isso será também revertido aos gestores. Acredito que a receptividade será na medida do interesse dos gestores de boa-fé, e nisso devemos convocar as entidades que reúnem prefeituras para dar a legitimidade ao processo.

A questão do duodécimo afetou a relação do Poder Executivo com os demais poderes? Como o senhor se posiciona nessa discussão?
O duodécimo vem sendo repassado numa nova formatação, e a razão, temos que tratar isto com a realidade, foi a inexistência de critérios para estes repasses em 2011. Isto se deu face ao veto do Executivo, ano passado, que não foi derrubado pela Assembleia Legislativa. Com isso ficamos sem os percentuais este ano, e, de fato, para todos foi uma grande surpresa. O que iríamos aplicar como base de referência para os repasses? Não tínhamos qualquer critério legal, eis o impasse. Até entender toda essa lógica e, em meio a uma transição de comando no Executivo, muitos desencontros aconteceram, mas acredito que hoje estamos nos níveis de entendimento bastante satisfatórios, pois não interessa a ninguém desgastes na relação entre os poderes. Precisamos ter diálogo e encontrar nossas saídas. Reuniões recentíssimas da interpoderes apontaram para um amadurecimento de todos, e a reposição de perdas, que gera a tranquilidade dos envolvidos, mostra um caminho de estabilidade, além, evidente, da discussão sobre a próxima LDO e seus critérios. Estamos avançando, e bem, nessa relação, e o respeito aos interesses e necessidades dos poderes está sendo compreendido na proporção necessidade/possibilidade. Aposto, sem dúvida, que o diálogo está impondo níveis seguros para nossa relação, e com isso quem ganha é a sociedade paraibana. 

O Ministério Público está tendo prejuízos com a redução do duodécimo?
Como disse, não temos percentuais fixados em 2011, e isso nos retira o argumento de dizer que tivemos perdas. Ora, se formos, por ilação, pontuar os percentuais do ano de 2010 fixados na LDO proposta em 2009, sem dúvida que teríamos prejuízos. O problema é que, legalmente, não existem critérios nem percentuais, o que nos impede de impor esta avaliação. Insisto, é preciso transparência nas regras e nos fatos, e estas, pela lei – regras – não existem e, nesses casos, cabe ao Executivo promover os repasses, constitucionais, no modelo e critérios por ele entendido como possível, e é aí que entra o diálogo, pois acredito que não deve ser interessante para o Executivo sufocar os poderes em suas necessidades, e esse caminho agora está sendo percorrido, o que irá gerar, como disse, o equilíbrio esperado por todos.

Há quem diga que existe nepotismo cruzado na Paraíba. O Ministério Público tem competência para fiscalizar os casos de nepotismo?
 Evidente que sim, somos os fiscais da lei, mas é importante destacar que não temos a condição de descobrirmos tudo e a todos. Há de se ter uma cooperação da própria sociedade, imprensa e demais setores para que tais fatos nos cheguem. Claro que, paralelo a tudo isso, é preciso que o próprio Ministério Público desenvolva um programa de controle, junto com os demais órgãos a evitar tais disfunções. Estamos trabalhando junto à nossa comissão de combate à improbidade para instituirmos este novo modelo a partir dessa nova gestão.

O que o senhor acha do modelo atual de nomeação do procurador-geral de Justiça pelo governador do Estado?
O modelo é constitucional, e não cabe, por agora, discutir o que levou a Constituição a conferir essas prerrogativas ao chefe do Executivo. Na minha opinião, e esta é a orientação nacional do Ministério Público brasileiro, é que o chefe da instituição deveria ser simplesmente aquele que obtivesse o maior número de votos na escolha, pela classe, para o cargo de procurador-geral, sem a necessidade de opção pelo chefe do Executivo. Existem diversas emendas à Constituição no sentido de rever esse item, mudando as regras para a escolha direta pela classe. Traria, sem dúvida, o sentido completo de legitimidade institucional, afora diversos ganhos, pois a sociedade se vê, e muito bem, representada pelo Ministério Público, e é isso que mais nos orgulha.
 

Por: lenilson guedes

Fonte: www.jornaldaparaiba.com.br

Luiz Couto visita obras e realiza plenárias no Cariri



O deputado Luiz Couto teve uma agenda bastante movimentada durante o último final de semana pela região do Cariri. O parlamentar realizou vistoria nas obras onde ele contribuiu com a vinda de recursos, a exemplo de obras de pavimentação, equipamentos do PSF e construção de banheiros em Lagoa do Juca (município de Alcantil) e a obra da praça de eventos na cidade de Alcantil. Acompanhado do prefeito Milton (PMDB), de vereadores e secretárias municipais, o deputado também conheceu vários empreendimentos do ramo de confecções na cidade.


Após as visitas, o deputado realizou plenárias públicas em vários municípios: Serra Branca, Pariri, Santo André e São João do Cariri. Em Serra Branca, Luiz Couto participou de uma plenária do Partido dos Trabalhadores, que foi aberta a outros partidos políticos, contando com a presença do vice-governador Rômulo Gouveia (PSD), além de militantes do PSB e dirigentes de associações comunitárias e de igrejas cristãs.

Também estavam presentes no evento: o superintendente do SEBRAE, Julio Rafael, o secretario executivo de Infraestrutura do Estado, Carlos Alberto Dantas, do secretario da Agropecuária e Pesca, Marenilson Batista, o prefeito de Livramento, Jarbas Correia, e o vice-prefeito do Congo, Dera do PT. A plenária contou, ainda, com as presenças de petistas de Monteiro, Sumé, Taperoá, Coxixola, São João do Tigre e São Sebastião do Umbuzeiro.

Em Pariri as Audiências tiveram a participação de dirigentes sindicais e comunitários e em Santo Andre de agricultores familiares. A pauta girou em torno da expansão do ensino técnico-superior, da agricultura familiar e inclusão produtiva e da acessibilidade às cidades, com forte demanda por asfaltamento interligando essas cidades a São João do Cariri e Gurjão.

Já em São João do Cariri, a audiência pública, ocorrida na Câmara Municipal, teve como ponto de pauta as questões da Segurança Pública e do Plano Nacional de Educação.
 
 
 
Rita Bizerra, com assessoria 

Convenção Estadual do PSD acontece nesta 2ª, em João Pessoa


A Convenção Estadual do Partido Social Democrático (PSD) acontece em João Pessoa, nesta segunda-feira (15/08), entre meio-dia e 15h, no auditório Judivan Cabral, na Assembleia Legislativa. Na convenção serão homologados o diretório estadual, a comissão executiva e seus respectivos membros, delegados titulares e suplentes.
O evento tem caráter protocolar político e jurídico com o objetivo de formalizar o diretório estadual do PSD, cujo comando está a cargo do vice-governador do Estado, Rômulo Gouveia. “Não se trata de uma festa, mas de um evento protocolar com o objetivo de cumprir os trâmites para o registro do partido”, explicou o líder do PSD na Paraíba.

Confirmadas as presenças do secretário Manoel Ludgério, dos deputados Eva Gouveia e Wilson Braga, da vereadora Raíssa Lacerda, do ex-vice-governador José Lacerda Neto, o prefeito de Santa Rita, Marcos Odilon, além dezenas de lideranças, prefeitos e vereadores de diversos municípios paraibanos.

“Até o final deste mês, teremos as comissões provisórias do PSD definidas em mais de 30 municípios paraibanos”, garantiu Rômulo.

Ainda nesta segunda-feira, Rômulo embarca para São Paulo, onde participa, à noite, do Encontro Nacional do PSD. Promovido pelo articulador nacional da legenda, o prefeito paulista Gilberto Kassab, o encontro irá reunir as lideranças do partido de todo o país. “Nesse evento serão consolidadas as 500 mil assinaturas certificadas de apoiadores para a criação do partido”, comentou o vice-presidente. 



Edinho Trajano, com assessoria

Proposta de reforma política começa coletar assinaturas


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Cerca de 60 entidades estão empenhadas no preparo de uma Proposta de Lei de Iniciativa Popular para fazer a reforma política no Brasil. Nesta semana, as assinaturas começarão a ser coletadas, aproveitando a Marcha das Margaridas que espera reunir em Brasília, na próxima quarta-feira (17), cerca de 70 mil mulheres.

Para ser apresentada à Câmara dos Deputados e tramitar como projeto de lei no Congresso, mais de 1 milhão de assinaturas são necessárias. A Constituição Federal exige que a iniciativa popular seja subscrita por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional e que essas assinaturas sejam distribuídas pelo menos por cinco estados. Além disso, a proposta tem que contar com o apoio de 0,3% dos eleitores de cada um desses estados.

As entidades estão reunidas no Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. A proposta traz conceitos que vão desde a simplificação do trâmite das iniciativas populares, até o polêmico financiamento público exclusivo de campanha, uma forma considerada fundamental pelas entidades para combater a corrupção, os chamados "caixa 2" e os abusos de poder econômico durante as eleições.

Outra novidade proposta na plataforma é a criação do veto popular, que seria usado quando a população discordar de uma lei aprovada pelo Parlamento. Nesse caso, o veto popular terá que seguir o mesmo rito da coleta de assinaturas da iniciativa popular, previsto atualmente pela Constituição Federal, e depois a proposta terá que ser submetida a um referendo.

A plataforma também propõe mudanças nos partidos políticos, que devem continuar como entidades de direito privado, mas de interesse público. Além disso, as entidades querem o fim das votações secretas no Poder Legislativo, o fim da imunidade parlamentar para casos que não representam respeito à opinião e ao direito de fazer denúncias, além do fim do foro privilegiado, exceto nos casos em que a apuração se refere ao estrito exercício do mandato ou do cargo.

Outro ponto que deve ser examinado para evitar o troca-troca de legenda por parte dos políticos é o que trata da fidelidade partidária. A plataforma propõe que “os cargos eletivos não sejam propriedade particular de cada eleito”. A troca de partido, sem motivação programática, de acordo com a proposta, deve repercutir com a “perda automática do mandato”.

Além disso, a iniciativa quer aumentar o prazo de filiação partidária para quatro anos, no caso de político que tenha perdido o mandato por infidelidade partidária. Atualmente, o prazo de um ano antes do pleito serve para todos.

No caso das eleições proporcionais, a proposta defende o voto em lista partidária com alternância de sexo como forma de combater o personalismo, fortalecer e democratizar os partidos. Para as eleições majoritárias, a adoção das listas é vetada pela proposta. As entidades defendem como forma mais democrática a manutenção das prévias partidárias.



FONTE: Agência Brasil