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sábado, 12 de novembro de 2011

Cantor sertanejo suspeito de cometer crimes usava nome falso


Cantor sertanejo suspeito de cometer crimes usava nome falso
O cantor sertanejo Ademir Cândido Franco Barreiros, preso em Comodoro, distante 677 quilômetros de Cuiabá, usava nome falso há quase 10 anos, conforme revelou a Polícia Civil de Mato Grosso. Ele ficou conhecido nacionalmente por suspeita de furtos a joalherias em vários estados e, ainda segundo a polícia, confessou que adotou o nome do irmão Altair Lelis Barreiros, assassinado em um garimpo há alguns anos.

O delegado de Comodoro, Vinícius Prezoto, confirmou ao G1 que o cantor foi preso na quinta-feira (10) por falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Ademir, que se passava por Altair, formava a dupla sertaneja Dudu di Valença e Rodrigo, juntamente com outro irmão chamado Altemir.  De acordo com a polícia, os irmãos já teriam furtado ao menos 25 joalherias em todo o país.

O delegado contou que havia um mandado de prisão em aberto contra Ademir, expedido pela Justiça do município de Cacoal (RO), por receptação, em 23 de outubro de 2008. Ainda segundo Prezoto, a polícia recebeu a informação de que o cantor estava na cidade de Comodoro e estava fazendo uso de documentos falsos. “Sabíamos do mandado de prisão em aberto e tínhamos uma informação de que o suspeito tinha alguma ligação com o mandado. Inicialmente ele se apresentou como Altair e mostrou os documentos que comprovavam o nome. Porém, no momento em que estava sendo interrogado, ele entrou em contradição e confessou que usava o nome do irmão falecido para fugir da prisão”, revelou ao G1.

Ainda conforme o delegado, Ademir contou durante o depoimento que o irmão Altair Lelis morreu em um garimpo e como não foi feita certidão de óbito, ele refez toda a documentação como RG, CPF e carteira de habilitação, no nome do irmão. Isso tudo, segundo a Polícia Civil, utilizando a certidão de nascimento do falecido.

“Ele vinha tendo uma vida normal utilizando os documentos. Por todos os lugares onde passou e respondeu criminalmente, está registrado como Altair Lelis Barreto. A documentação é original, mas a base [certidão de nascimento] que não é”, apontou o delegado ao ressaltar também que o veículo apreendido com o cantor também foi financiado no nome do irmão morto.

O investigador Leandro Mathias Garcia, que realizou a prisão, disse também que no início desse ano, quando o cantor foi preso, Ademir usava documentos falsos. “Quando ele foi preso em maio, ele já estava usando o nome do irmão e acho que ninguém percebeu que os documentos eram falsos”, salientou.

 Ademir Cândido está detido na cadeia pública municipal de Comodoro e disse à polícia que morava com esposa e filhos em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. O advogado Juarez Vasconcelos, contratado pelo suspeito no município de Comodoro, confirmou ao G1 que seu cliente confessou o crime de falsidade ideológica e alegou que ele não é uma ameaça à sociedade. “É contra a fé pública, porém, não é uma ameaça a ninguém", justificou o advogado.

Outras prisões
Os integrantes da dupla sertaneja já foram presos em maio deste ano suspeitos de furtar joalherias em vários estados brasileiros. De acordo com a polícia, eles escolhiam os alvos pela internet e já teriam furtado ao menos 25 joalherias em todo o país. Em um dos casos, acabaram filmados por câmeras de segurança e as fotos deles foram distribuídas a várias joalherias do interior do estado de São Paulo.

O advogado Juarez Vasconcelos contou que o cantor Ademir, que tem 42 anos, atualmente está em carreira solo e era o "Rodrigo" na dupla Dudu di Valença e Rodrigo. Segundo a defesa, Ademir estava há quatro dias em Comodoro para vender seu CD pela cidade e iria, na próxima semana, para Rondônia.

A dupla Dudu de Valença e Rodrigo surgiu em 1997 quando Ademir convidou o irmão Altair Lelis Barreiros para cantar juntamente com ele.

 Edinho Trajano, com G1

Escândalo Olympus projeta sombra nas empresas japonesas


TÓQUIO, Japão, 11 Nov 2011 (AFP) - As revelações sobre faltas na administração financeira da fabricante japonesa de câmeras fotográficas Olympus prejudicam não apenas a imagem da empresa, mas podem enlamear a reputação de outras firmas japonesas, aos olhos dos investidores estrangeiros.

A Olympus admitiu ter maquiado suas contas para ocultar prejuízos colossais em investimentos financeiros de risco nos anos 90, agravando o escândalo que mancha a imagem da empresa e derruba suas ações na Bolsa. O dinheiro oficialmente declarado para aquisições, serviu, na realidade, para diminuir o passivo de suas contas.

"O escândalo poderá prejudicar as vendas de câmeras fotográficas", considerou Nanako Imazu, da empresa de corretagem CLSA.

Os hospitais aos quais o grupo fornece endoscópios, uma de suas especialidades, "podem hesitar em voltar a fazer negócios com uma empresa tão mal administrada", acrescentou.

Com investigações no Japão, Reino Unido e nos Estados Unidos, a Olympus está com sua cotação ameaçada de cancelamento na Bolsa de Tóquio, ao mesmo tempo em que o valor de sua ação perdeu 80% desde 14 de outubro, quando o escândalo chegou à tona.

O professor de economia Yasuyoshi Masuda confessa ter ficado "surpreso com a amplidão" da fraude, com duas décadas de operações complexas avaliadas em um bilhão de euros, segundo a empresa nipônica.

Segundo ele, algumas empresas japonesas, que realizaram investimentos duvidosos nos anos 80 e tiveram prejuízos mais tarde, conseguiram, no conjunto, "sanear seus métodos de gestão, de acordo com as regulações mais estritas editadas após o ano 2000".

Antes, uma empresa poderia manter em sua contabilidade o mesmo valor de compra de um ativo financeiro, mesmo se seu preço tivesse caído muito com o tempo. Agora, são obrigadas a atualizar regularmente os preços de seus bens.

No entanto, as empresas nipônicas conservam "uma cultura de segredo e de falta de transparência para os olhos ocidentais", considera James Lawden, presidente do comitê de assuntos jurídicos da Câmara de Comércio europeu do Japão (ECB).

"Somem a isto o culto à harmonia que dissuade qualquer tumulto e a lealdade dos empregados japoneses a sua empresa, obtendo-se um coquetel que favorece o caso Olympus", prosseguiu.

Para melhorar a governança das empresas nipônicas, Lawden sugeriu reforçar a independência dos encarregados da contabilidade nos conselhos de administração.

Nesta sexta-feira, o governo mostrou-se publicamente comovido com a situação negativa dos negócios nipônicos.

"É triste ver investidores, tanto no Japão, como no exterior, questionar a
equidade e a transparência do mercado japonês", lamentou o ministro delegado dos Serviços Financeiros, Shozaburo Jimi.

Muitos investidores estrangeiros alarmados retiraram aplicações feitas em algumas empresas nipônicas, temendo que o caso Olympus seja, apenas, a ponta de um iceberg.

Edinho Trajano.

Ex-ministro indiano julgado em grande processo de corrupção


Nova Délhi, Índia, 11 Nov 2011 (AFP) - Um ex-ministro indiano compareceu nesta sexta-feira ao banco dos réus para o início, em Nova Délhi, do processo sobre um grande caso de corrupção no setor de telecomunicações, que abalou o governo do primeiro-ministro Manmohan Singh.

A. Raja, ministro das Telecomunicações de 2007 a 2010, é o principal acusado no caso de suposta venda fraudulenta de licenças de telefonia móvel em 2008, revelado dois anos mais tarde.


O ex-ministro é acusado de vender a preço muito baixo as licenças, em troca de subornos, a operadores previamente selecionados. Segundo uma auditoria, a venda teria espoliado o Tesouro em até 40 bilhões de dólares.


Raja, de 48 anos, é julgado ao lado de outros 13 acusados, altos funcionários e diretores de empresas de telecomunicações, acusados de abuso de confiança, fraude e falsificação.

Edinho Trajano.


TAGS | AFP |

Três mortos em acampamentos do movimento 'Ocupem' nos EUA


NOVA YORK, 11 Nov 2011 (AFP) - Duas pessoas morreram com marcas de tiros em acampamentos inspirados no movimento 'Ocupem Wall Street' em Vermont (nordeste dos EUA) e Califórnia (oeste) e uma terceira faleceu por razões desconhecidas em Nova Orleans (sul), segundo a imprensa local.

Em Burlington, Vermont, um homem foi encontrado morto com um tiro na quinta-feira em sua barraca, no que de acordo com o jornal Burlington Free Press se tratou de um suicídio.

Em um vídeo, a polícia aparece tirando o corpo da barraca, montada em um parque ocupado pelos manifestantes anticapitalistas.

Houve tensão quando a polícia mandou que os ativistas deixassem o local para que pudesse investigar o fato.

Em Oakland, Califórnia, meios de comunicação citaram o chefe da polícia, Howard Jordan, ao noticiar que um homem tinha sido baleado na quinta-feira, perto do acampamento do 'Ocupem', embora não tenha ficado claro qual era a sua relação com o protesto.

O site www.occupyoakland.org se limitou a confirmar a morte, informando que "um homem foi baleado e morreu", sem dar maiores detalhes.

Na terça-feira, outro homem foi encontrado morto em sua barraca no 'Ocupem' de Nova Orleans, em frente à prefeitura da cidade, segundo o site do movimento na internet.

A mídia local noticiou que a pessoa, de 53 anos, não demonstrava sinais de traumatismo e estaria morta há dois dias no local até ser encontrada.

Edinho Trajano.
TAGS | AFP |

Abong: Presidente diz que convênio não é mecanismo ideal e defende nova forma de contrato entre governo e ONGs


A diretora executiva da Associação Brasileira das Organizações Não Governamentais (Abong), Vera Masagão, defendeu, nesta sexta-fera, 11, que o marco regulatório das organizações não governamentais estabeleça uma nova forma de contrato para organizar a cooperação entre o governo e essas entidades. Para ela, a atual forma de cooperação, o convênio, não é o mecanismo ideal.

“O instrumento que usamos para estabelecer essa relação é o convênio que foi criado originalmente para regular a relação de cooperação entre o governo federal, estados e municípios. Ele cria uma série de situações que dão essa insegurança jurídica porque é para ser usando entre entes federados”, disse Vera que participa do seminário sobre o novo marco regulatório para as organizações não governamentais, no Palácio do Planalto.

A diretora executiva da Abong se posicionou de maneira contrária ao decreto publicado pelo governo em outubro que suspendeu os repasses de recursos federais para convênios firmados com organizações não governamentais. “Se você suspende um contrato firmado com uma organização você está pressupondo que ela tem alguma culpa em cartório. Mas saio desse seminário revigorada por que acho que voltamos ao caminho certo de trabalho para dar segurança jurídica ao gestor público e à sociedade.”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que, ao estabelecer o decreto, a presidenta Dilma Rousseff deixou claro que a medida visa separar o joio do trigo, deixar clara a seriedade do governo e acrescentou que as organizações sociais sérias não têm o que temer.

“Desde o primeiro momento esse seminário mostra que de maneira alguma o governo quer se inscrever nessa política de criminalização das entidades sérias. O governo quer combater as formas de apropriação de entidades sérias por pessoas inidôneas que usaram os recursos públicos indevidamente”, disse o ministro aos jornalistas.


Edinho Trajano.



Governo do Estado realiza primeira ‘Ação família’ para parentes de detentos do PB1 na Capital


Café-da-manhã, sorteios, corte de cabelo, atendimentos médicos e recreação para a criançada. Esses e outros serviços fazem parte da "I Ação Família” que será realizada na Penitenciária Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), na Capital. O evento acontece neste domingo, 13, das 9h às 12h. Serão proporcionadas atividades especialmente voltadas para as famílias dos internos, com o objetivo de trazer a família para mais perto dos detentos e do Governo, fortalecendo esse laço.

As ações terão início com uma cerimônia e um café-da-manhã. Para as mães, serão promovidas oficinas de corte de cabelo, penteados de diversas formas, auto-maquiagem e tererê, que é uma forma de penteado afro. Embora esteja previsto para se encerrar às 12h, o evento pode se estender, caso as famílias participem ativamente das ações.

O titular da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Harrison Targino, lembrou que a família é uma das cinco metas de trabalho dentro do programa de ressocialização Cidadania é Liberdade. "Trabalhar com a família é fundamental para a ressocialização do detento. Não se prende uma pessoa sem o refletir esse ato com toda a família, por isso é necessário que a base familiar seja preservada”, ressaltou.

Segundo a gerente de Ressocialização da Seap, Ivanilda Gentle, a ação tem como objetivo proporcionar às famílias dos detentos uma visão diferenciada da realidade do presídio. "Queremos desmistificar para o visitante a ideia de que o presídio é um lugar de tristeza. Pretendemos realizar mais eventos como este, dando oportunidades aos parentes dos reeducandos”, ressalta.

**Parceiros** – Um supermercado da Capital sorteará cestas básicas e chinelos, assim como preparará uma mesa de café-da-manhã. Outra parceria vem por parte de salão de beleza, que cuidará da beleza dos familiares por meio de cortes de cabelo; já a ONG Anjos do Asfalto vai verificar a pressão arterial e dar orientações, com a distribuição de panfletos educativos e preservativos. Por fim, uma empresa promoverá recreação para a criançada.

Edinho Trajano, com Secom-Pb.

Falcão: candidatura de Haddad não foi imposição de Lula


O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, negou hoje que a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, para a Prefeitura de São Paulo tenha sido fruto da imposição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Lula nunca impôs sua vontade no PT, ele expressa a sua opinião", disse o dirigente, reconhecendo, contudo, que a opinião de Lula "tem um peso muito grande", mas não foi o fator determinante na escolha de Haddad. Segundo Falcão, a escolha é resultado de um consenso interno. 
"Diferente de outros partidos que escolhem seus candidatos numa mesa de restaurante, o PT sempre foi reconhecido como partido que escolhe seus candidatos pela via democrática, seja como se deu aqui (por acordo), seja nos encontros de delegados ou em prévias, como já tivemos, sem que isso representasse fracionamento do PT", completou.

Após o anúncio da escolha da candidatura de Haddad, Falcão reforçou o peso da militância na decisão. Ele lembrou que os cinco pré-candidatos - os senadores Marta e Eduardo Suplicy, os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, além de Haddad - participaram de plenárias em 33 regiões da cidade. "O peso do Lula foi significativo na escolha, mas também foi significativa a manifestação da militância nas 33 plenárias na capital", disse.

Após o processo que se estendeu ao longo do segundo semestre desse ano, o dirigente petista afirmou que a legenda saiu da seleção mais forte e unido. "Nós temos unidade e os outros partidos ainda discutem data de prévia e se vão se coligar. Essa é a diferença do PT", disse Falcão, em clara referência ao PSDB, que ainda tem quatro pré-candidatos, não definiu data das primárias e nem confirmou se fará aliança com o PSD do prefeito Gilberto Kassab.

Perguntado sobre a inexperiência de Haddad em disputas eleitorais, Falcão lembrou que a presidente Dilma Rousseff também era inexperiente nas urnas quando foi eleita. "Experiência nas urnas se adquire quando você se candidata. A companheira Dilma nunca havia sido candidata e se revelou uma excelente candidata", disse.
Ao final do anúncio, o candidato petista afirmou que as prioridades de sua campanha serão as áreas de transporte e educação, setores que foram destaque na gestão de Marta Suplicy (PT). "Foram bandeiras importantes da gestão Marta que precisamos resgatar", justificou.

Edinho Trajano.

Aécio é recebido em clima de campanha no RS


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi recebido em clima de campanha política e fez discurso de candidato à Presidência da República em encontro com tucanos e lideranças do PP, PPS e DEM hoje, em Porto Alegre. Além da palestra em almoço no Clube do Comércio, a agenda na capital gaúcha incluiu visitas a três empresas de comunicação e uma caminhada entre as barracas da Feira do Livro, no centro da cidade, durante a qual simpatizantes gritavam "Brasil prá (sic) frente, Aécio presidente".

A viagem ao Rio Grande do Sul foi a primeira de uma série que o parlamentar está programando com o objetivo formal de "ouvir e falar" sobre o futuro do País. A próxima está prevista para o Nordeste, em dezembro. Em seu discurso e nas entrevistas que deu, Aécio tratou de pontuar diferenças com o PT criticando as gestões de Luiz Inácio Lula da Silva (2002-2006 e 2007-2010) e de Dilma Rousseff, iniciada este ano, e defendendo ações de Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002).

"A grande agenda que está em curso no Brasil é aquela proposta pelo PSDB há 20 anos. Ela começa com o Plano Real e a estabilidade econômica, passa pelas privatizações, pelo Proer, pelo início dos programas de transferência de renda e pela Lei de Responsabilidade Fiscal", afirmou. "No governo do PT não houve nenhuma inovação. Eles tiveram a responsabilidade de esquecer o discurso que levou o Lula à primeira vitória e incorporar e manter a política macroeconômica do governo Fernando Henrique Cardoso, com câmbio flutuante, meta de inflação, superávit primário e atenção aos programas sociais", comparou.

Adotando uma postura mais agressiva do que as mais recentes campanhas à Presidência do PSDB, Aécio defendeu a venda de empresas estatais. "Temos que assumir de forma muito clara os benefícios que as privatizações trouxeram ao Brasil", afirmou, sem, no entanto, propor a retomada. "O que foi feito foi importante; o que temos que fazer agora é parcerias com o setor privado para investimentos, como nos aeroportos".

Referindo-se às gestões petistas, Aécio reiterou que elas não aproveitaram o crescimento econômico, a ampla base de apoio e a alta popularidade que tiveram para enfrentar os gargalos e fazer as reformas necessárias ao País. "No primeiro ano do novo governo (de Dilma Rousseff), mais uma vez houve omissão absoluta em relação às grandes questões nacionais", disparou, citando, como problemas que não são enfrentados, a desindustrialização e a concentração da receita tributária na União. "Qual foi a principal iniciativa, qual a questão estruturante que esse governo propôs, até para que nós da oposição pudéssemos participar desse esforço?", questionou. "Nenhuma, absolutamente nada".

Aécio previu ainda que reformas como a política, previdenciária, tributária e do próprio Estado não entrarão em pauta tão cedo porque 2012 é ano de eleições e em 2013 metade do mandato do atual governo já terá passado. "Infelizmente vai ser mais um período perdido", previu.

Na mesma linha das críticas, o senador considerou o projeto do trem-bala de São Paulo para o Rio de Janeiro "uma insensatez" que pretende gastar recursos que resolveriam a falta de metrôs em pelo menos dez capitais brasileiras, todas com perspectiva de atrasos. E também atacou o PT por se dedicar, segunda sua avaliação, apenas à manutenção do poder. "Hoje a prioridade do PT é o projeto de poder, com quaisquer aliados, a qualquer custo, sabe-se lá para que, porque não há nenhuma iniciativa estruturante desse governo".

Aécio afirmou que "é necessário ter coragem para enfrentar a 'armadilha perversa' que o governo teria criado ao chegar "à mais alta carga tributária do País, juros altos e baixíssimo investimento público" e insistiu na tese de que "o Brasil precisa de um novo salto" e que "o PSDB iniciou a discussão desse novo salto", em uma referência às teses apresentadas em seminário promovido pelo Instituto Teotônio Vilela na segunda-feira, no Rio de Janeiro. O senador defendeu a discussão de ao menos uma delas, do corte dos juros subsidiados do BNDES, como "ideia importante", mas não comentou o corte do número de Ministérios pela metade.

Ao falar de mobilização política, Aécio defendeu que o partido se ocupe de renovar o discurso, volte a falar para a sociedade brasileira com coragem e dispute as eleições de 2012 de forma vigorosa para depois, "ao alvorecer de 2013", pensar em quem será o candidato à presidência em 2014. Questionado sobre o ato do dia, idêntico ao de uma campanha, saiu pela tangente. "Esse é o carinho dos gaúchos com esse mineiro que vem lá das Alterosas", desconversou.

Edinho Trajano.

Presidente da Associação dos Radiodifusores da PB discute rádio digital com Ministro


O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, esteve reunido no início deste mês de novembro (04), para discutir a implantação do rádio digital no Brasil com representantes das Associações Estaduais de Radiodiodifusão e a ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).

Como representante da Paraíba, participou do 21º Congresso Paranaense de Radiodifusão, em Foz do Iguaçu, a presidente da Asserp (Associação das Emissoras de Radiodifusão da Paraíba), Marilana Motta. Segunda a empresária e diretora da Rádio Serra Branca FM, a Paraíba quer participar ativamente das discussões que escolherão o modelo de rádio digital para o Brasil.

“Fala-se em prazo para o início da implantação da rádio digital, mas sequer o modelo foi escolhido até o momento. Defendo uma discussão aprofundada sobre o tema e o quanto antes possível para que as emissoras paraibanas possam ter condições de se adaptarem ao novo e revolucionário projeto de radiodifusão”, pontuou Marilana.

O ministro Paulo Bernardo se comprometeu a criar um calendário para debater a implantação do rádio digital no Congresso Nacional com especialistas, universidades e setores ligados ao segmento. A idéia, segundo o ministro, é definir as diretrizes para a discussão do tema durante reunião de conselho da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), marcada para 29 de novembro.

Além do modelo de digitalização do rádio, devem entrar na pauta assuntos como o auto-cadastramento dos radiodifusores no mesmo modelo que é feito com o imposto de renda para prestação de contas das emissoras, e uma nova data para pagamento da segunda parcela das concessões feitas pelo Ministério das Comunicações.

No encontro, representa antes das doze associações de radiodifusores do país presentes no evento também cobraram uma reestruturação das equipes da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para fiscalizar as rádios piratas.



Edinho Trajano, com Ascom

PEC dos Jornalistas: Vital manifesta apoio à volta do diploma


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Cássio cancela pensão e diz se quer reembolso de salários do Senado


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Cássio pede cancelamento temporário de pensão especial de ex-governador e revela se vai reivindicar reembolso de salários recebidos por Santiago.

Cássio deflagra campanha Aécio Presidente e acaba frustrando pretensões do PSB Nacional

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Em rede nacional: Cássio deflagra campanha ‘Aécio Presidente e acaba frustrando pretensões do PSB Nacional conseguir respaldo na PB em 2014.

TRE abre licitação para construção dos fóruns de Crateús e Crato


O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) abriu licitação para contratação das empresas que serão responsáveis pela construção dos prédios que abrigarão os Fóruns Eleitorais da 20ª ZE, em Crateús, e da 27ª ZE, no Crato. A informação veio através da Secretaria de Administração (SAD), na tarde desta sexta-feira, 11.

A abertura das Tomadas de Preços deve ocorrer no próximo dia 24, às 8h e 14h, na Sala de Sessões do TRE.


O fórum a ser construído em Crateús terá área construída de 306,87 m² e terá o investimento de R$ 609.236,56. Já o Fórum da 27ª ZE, no Crato, vai custar R$ 612.903,41 e terá área de 312,82 m². As obras tem previsão de término para julho de 2012.


Edinho Trajano.



Ficha Limpa deverá ser preservada no Supremo


A Lei da Ficha Limpa será preservada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O temor de que um empate se repetiria no julgamento de quarta-feira, e que provocou um novo pedido de vista, não se confirmará, segundo avaliam ministros da Corte. Na atual composição do Supremo, o julgamento terminaria com seis votos pela constitucionalidade da lei.

Com esse placar, não seria sequer necessário aguardar a posse da nova ministra Rosa Maria Weber, que ainda depende de aprovação no Senado para ser empossada. A demora no julgamento, as idas e vindas do Supremo, os novos casos de corrupção e a percepção de que a lei pegou devem garantir sua sobrevivência. Um dos ministros que votou por adiar a aplicação da lei para 2012 admite que a Ficha Limpa foi "uma evolução nos costumes" e que "será preservada". Mesmo alterações pontuais, sugeridas inicialmente pelo ministro Luiz Fux, relator das ações em julgamento no STF, são criticadas por esse ministro. De acordo com ele, a lei não deve sofrer alterações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Edinho Trajano.

Para MCCE, falta 1 voto para Ficha Limpa valer em 2012


O coordenador nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), juiz Marlon Reis, disse hoje em Maceió que, pelas suas contas, só falta um voto para que a Lei da Ficha Limpa (LC nº135/2010) seja declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A votação foi suspensa depois do pedido de vistas pelo ministro Joaquim Barbosa, esta semana.

"Já temos os votos de cinco ministros do Supremo favoráveis à aplicação da Lei Ficha Limpa. Três se posicionaram contra e dois ainda não votaram, num total de dez. Portanto, se pelo menos mais um ministro votar favorável, a lei será reconhecida como constitucional e passará a valer para as eleições de 2012", afirmou Reis, que participou da abertura do 8º Encontro Nacional do Judiciário, na capital alagoana.

De acordo com Marlon Reis, juiz estadual no Estado do Maranhão, o relator das ações que pautaram a Lei da Ficha Limpa, ministro Luiz Fux votou pela inelegibilidade dos políticos fichas-sujas. Após o voto favorável de Fux, o ministro Joaquim Barbosa, pediu "vista ao processo" e interrompeu o julgamento, que deverá ser retomado após a posse da nova ministra Rosa Maria Weber.

Redação coletiva - No julgamento anterior, assim que assumiu o cargo de ministro, Fux foi o responsável pelo desempate na votação do Supremo para as eleições de 2010, fazendo com que a Lei da Ficha Limpa não valesse para aquele pleito. "Felizmente, desta vez o ministro Fux votou favorável a constitucionalidade", comemorou Reis, que foi um dos relatores da lei de iniciativa popular.

Edinho Trajano.