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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Contas de luz poderiam ser 20% mais baratas


No período de 12 anos, os custos de distribuição de energia caiu quase 50%, o que reduziria a conta do consumidor em 20%. Empresários explicam que a queda no valor não foi possível porque os encargos quadruplicaram no período. Geração e transmissão de energia equivalem a 35% do valor da conta
A conta de energia que o consumidor recebe em sua casa deveria estar pelo menos 20% mais barata se o custo dependesse apenas de distribuição, o que representa em média 25% do valor total dos boletos cobrados. Segundo o presidente das empresas de energia Rio Grande Energia (RGE) e CPFL Paulista, Wilson Ferreira Junior, as empresas que distribuem energia melhoraram seu nível de gestão nos últimos 12 anos e conseguiram reduzir os custos em 50%.

Ferreira Júnior explicou que a redução não foi possível porque no mesmo período os impostos e o nível de investimentos se elevaram. “Os encargos setoriais quadruplicaram e o sistema elétrico brasileiro era precário. Foi preciso investir em transmissão”, explicou. Geração e transmissão de energia equivalem a 35% do valor da conta, enquanto os impostos e encargos setoriais equivalem a 40% do preço, segundo o presidente da Energisa Paraíba, Marcelo Silveira da Rocha.

As informações foram divulgadas durante a 20ª edição do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) concedido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Entre as premiadas com as melhores práticas de gestão está a Companhia Energética do Ceará (Coelce). O presidente da empresa, Abel Rochinha, explicou que o investimento em linhas de transmissão e os impostos compensaram a melhoria nos sistemas de gestão das empresas de energia. “As empresas de distribuição são responsáveis pela entrega da energia, mas o reajuste não depende só delas”.
 
Premiadas

Dentre as quinze empresas brasileiras reconhecidas por seu modelo de excelência de gestão, 10 são do setor de energia elétrica. As cinco restantes são distribuídas em setor bancário e financeiro (Itaú Private Bank), transportes (Suspensys e Randon Implementos), indústria (Sesi-SC) e segurança (Comando de Policiamento do Interior – 7, de Sorocaba-SP).

Segundo o superintendente geral da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Jairo Martins, o destaque do setor de energia é importante para incentivar empresas de outros setores a também investirem em gestão.

“Há quase 12 anos, o setor de energia começou a investir na excelência da gestão. Esse histórico do setor está servindo de modelo para outras áreas”, disse. Ele explicou que já houve mudanças e outras empresas estão se inserindo no Prêmio. “A ferramenta está disponível. Estamos investindo na disseminação do modelo”, justificou.

O ideal é que o País desenvolva todas as áreas, segundo Ferreira Júnior. “O Brasil terá melhor qualidade à medida que buscar excelência em todas as áreas”, destacou. De acordo com ele, as 63 empresas de distribuição de energia prestam um serviço de regime de monopólio, o que “é uma responsabilidade de fato muito grande”.

Desde o período de privatização há 12 anos, de acordo com ele, várias empresas do setor se uniram em uma associação com o objetivo de buscar qualidade no modelo de excelência de gestão.

 Prêmio de qualidade

Na 20ª edição do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) foram 41 candidatas. Dessas, havia 34 organizações de grande porte, duas médias, uma pequena e quatro sem fins lucrativos.
 
Entre os setores, as participantes foram seis do setor industrial e 35 de serviços. Por região, o Nordeste teve oito inscritas, foram 21 no Sudeste, nove no Sul, duas no Centro-oeste e duas no Norte.

As quatro empresas premiadas (atenderam a todos os critérios) foram Companhia Energética do Ceará – Coelce (CE), Rio Grande Energia – RGE (RS), CPFL Paulista (SP) e CPH Eletrobrás Eletronorte Tucuruí (PA)
 
As finalistas (reconhecidas na maior parte dos critérios) foram Ampla (RJ), Energisa Paraíba (PB), Itaú Private Banking (SP), Suspensys (RS) e Randon Implementos (RS).

As demais empresas foram destaques em algum dos critérios analisados. As contempladas foram Cemig Distribuição (MG, no critério processos), Cemig Geração e Transmissão (MG, critério clientes), Energisa Sergipe (SE, critério clientes), Bandeirante Energia (SP, critério pessoas), Sesi-SC (pessoas) e o Comando de Policiamento do Interior – 7 (SP, critério pessoas).




Edinho Trajano, com Teresa Fernandes
ENVIADA A SÃO PAULO

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