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quarta-feira, 29 de junho de 2011


Câmara aprova mudanças em MP da Copa

Governistas derrubaram destaques propostos pela oposição, mas governo também recuou. Texto final incluiu expressão "permanentemente" em item que trata do compartilhamento de informações com os órgãos de controle

Deputados da oposição protestam no plenário da Câmara antes da votação da MP da Copa
Deputados da oposição protestam no plenário da Câmara antes da votação da MP da Copa (José Cruz/ABr)
A Câmara dos Deputados concluiu na noite desta terça-feira a votação da MP da Copa – medida provisória que cria o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), para flexibilizar as normas de licitações. Os parlamentares derrubaram todos os destaques apresentados pela oposição, mas aprovaram três alterações de texto que, na prática, significam recuos do governo. 
O acordo, costurado entre líderes da base aliada e o Executivo, definiu: não haveria mudanças de mérito na proposta, apenas de redação. E foi o que ocorreu. O texto final incluiu expressão "permanentemente" em um item que trata do compartilhamento de informações com os órgãos de controle. Em outras palavras, o ajuste vai permitir acesso constante de órgãos como os tribunais de contas às planilhas e divulgação dos orçamentos após a entrega dos lances. Na versão anterior, os órgãos de fiscalização não poderiam consultar os dados das licitações a qualquer momento.
Outra alteração tornou obrigatória a divulgação dos valores das obras de forma imediata, logo após o resultado das licitações: a inclusão da palavra "imediatamente" em um trecho da MP possibilitou a mudança. Além disso, um acordo de última hora permitiu uma outra mudança: o parágrafo que dava à FIFA e ao Comitê Olímpico Internacional (COI) poder ilimitado para exigir aditivos às obras foi rejeitado, o que significou mais um recuo do governo. 
Nesta terça-feira, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, já havia admitido publicamente que o governo aceitaria mofidicações no texto da MP. A intenção da manobra era evitar que o projeto sofresse alterações no Senado, e assim, tivesse que voltar para a Câmara, atrasando a aprovação. O texto-base havia sido aprovado pelos deputados há duas semanas.
Após a votação, o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), comemorou o que considera uma vitória da oposição: "As teses aqui agora alteradas em acordo vão na direção daquilo que nós da oposição defendemos ao longo de seis meses”. Ele classificou, entretanto, de "temeridade" a criação do regime diferenciado de contratação e o sigilo no orçamento das obras incluídas nesse modelo.
Tensão - A votação teve momentos de tensão. Especialmente quando Marco Maia (PT-RS) deixou momentaneamente a presidência da sessão e passou o posto para Rose de Freitas (PMDB-ES), vice-presidente. O líder do DEM, ACM Neto (BA) bateu boca com governistas e com a própria presidente ao exigir que a sessão fosse encerrada, devido ao tempo regimental.
Rose alegava que, como já havia dado início à votação de um dos destaques, não poderia encerrar a sessão (e reabrir outra em seguida, como estava combinado entre os líderes) imediatamente. Parlamentares da bancada feminina protestaram contra o deputado do DEM, acusando-o de desrespeitar a vice-presidente. ACM rechaçou a acusação.
Edinho Trajano, com Veja.

domingo, 26 de junho de 2011

ARTIGOS

Ficha limpa e o corajoso STF

O artigo "STF, insegurança jurídica e eleições em 2012", de autoria de Ruy Samuel Espíndola, publicado na CONJUR, dá ao povo brasileiro a exata idéia de quanto o Supremo Tribunal Federal foi corajoso ao rejeitar neste momento a admissão da "Lei da Ficha Limpa". Fica no ar a questão: até quando haverá embate entre moralistas e constitucionalistas?

O STF, no dia 23/3/11, definiu, em 5 horas e 40 minutos de julgamento, por 6 x 5, o problema ocasionado pelo TSE há nove meses e 13 dias, por 6 x 1: solveu a dúvida, criada em 10/6/10, sobre se o artigo 16 da Constituição da República era ou não óbice para eficácia da lei ficha limpa às eleições de 2010.

Muita insegurança jurídica foi gerada a partir do esquecimento voluntário (ou desprezo premeditado) de lições básicas de eleitoralistas, constitucionalistas e teoristas do Direito, assim como da jurisprudência consolidada do STF. Isso para em nome da conveniência e oportunidade de discursos moralistas contra constitutione, se atender as exigências de “linchamentos injurídicos” de candidaturas, direitos políticos fundamentais e da própria força normativa da Constituição vigente.

O TSE, em 10/6/10, inaugurou a insegurança que sofremos até dia 23/3/11. Esse Tribunal agiu de forma antidemocrática, em julgamento que não se enquadra no conceito de precedente judicial, através de mera e apressada resposta a consulta parlamentar, na qual não falam membros do Ministério Público e nem advogados de partes em conflito (julgamento friamente administrativo e não dialeticamente judicial). E decidiu de forma pouco atenta ao quanto ensinara a boa doutrina do Direito Eleitoral do país (Adriano da Costa Soares, Fávila Ribeiro), por maioria de seus membros (6 x 1), sob o corajoso e independente protesto do ministro Marco Aurélio. E o TSE assim agiu, para o espanto daqueles que estudam ciosa e atentamente temas eleitorais e constitucionais.

O relato feito pelo ministro Gilmar no caso RE 633.703 (Leonídio Correa Bouças), na sessão plenária do STF, demonstrou, à exaustão, o nível do açodamento, do equívoco e do desapego à Constituição que consubstanciou o resultado da Consulta 1120-26, no TSE. Quem pode assistir, com atenção, a íntegra do julgamento de 23/3/11, e quem leu com atenção os votos (Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli) proclamados nos julgamentos anteriores (casos Joaquim Roriz e Jader Barbalho, setembro e outubro de 2010), constata a valia do aqui afirmado.

Infelizmente, setores capacitados e representativos da sociedade civil (OAB, CNBB e AMB, entre outros), aos quais tanto devemos sobre lutas efetivamente democráticas e protetivas da Constituição e dos interesses republicanos, não só estimularam este descaso para com a Constituição, como, depois de feito em 10/6/10, o aplaudiram. E o aclamaram sem reflexão séria e fundada, apenas ostentando o discurso fácil do “politicamente correto”, do “moralmente apetecível”, mesmo contra o juridicamente possível e o constitucionalmente sustentável.

Confundiram a sociedade brasileira. Confundiram eleitores e candidatos. Houve candidaturas que pelo receio do resultado das disputas judiciais, da insegurança quanto ao passado e futuro de seus direitos, renunciaram suas intenções. Ainda houve aquelas que mesmo depois de consolidadas nas urnas, pelo crivo da vontade popular, foram barradas por decisões da Justiça Eleitoral, baseadas na açodada consulta respondida pelo TSE em 10/6/10.

Assim, os defensores da moralidade, reforçados pelo apoio institucional da mais Alta Corte eleitoral do país, passaram a “vender o certo como errado”, para darem vazão a uma guerra de intemperança ideológica, emparedamento de opiniões contrárias e o atiramento de carimbos escarlates sobre dissidentes do regime de moralidade. Isso se quis fazer sobre juízes eleitorais, membros do Ministério Público eleitoral, candidaturas, partidos políticos e cada colégio de eleitores em todos os Estados da Federação.

Tudo para realizarem a difusa e passional “defesa” da “liberdade” do eleitor para escolher os melhores e mais “limpos e incorruptíveis” candidatos... Mas não dizem esses setores moralistas da sociedade civil ao corpo eleitoral do país, que, em verdade, desconfiam de sua capacidade; e não dizem à sociedade, que desconfiam, até prova em contrário, da honestidade de quem ousa se candidatar a cargos públicos, se já os tiveram exercido anteriormente... Vale aqui uma paráfrase: “Democracia, democracia, quantas antidemocraticidades se cometem em teu nome!”.

As declarações do presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, de que o STF “decepcionou a sociedade” ao decidir pela inaplicação da LC 135 às eleições de 2010, por certo não reflete a opinião da totalidade dos advogados brasileiros. Especialmente a dos advogados que sabem o valor das garantias constitucionais em qualquer pleito judicial, seja ele processo criminal, eleitoral ou cível.

Não reflete a opinião dos advogados que sabem que as liberdades, sejam políticas ou de qualquer natureza, são caras ao regime constitucional democrático. E que sabem que discursos retóricos de moralidade levaram a humanidade a tristes espetáculos de extermínio, caça desenfreada a dissidentes religiosos e políticos, inquisições clericais, paredões de fuzilamento e machartismos de toda a sorte. E esses problemas podem ser recorrentes mesmo em regimes democráticos, mas com outra roupagem, discursos e novas vítimas.

A democracia não é a vacina definitiva contra a volta da ditadura nem imunidade inexpugnável contra o totalitarismo. E ditaduras e totalitarismos não morrem totalmente por que delas ou de suas cinzas emergiram democracias. Ideias democráticas assombram ditaduras (vejam os tsunamis políticos no oriente médio na crônica atual) e ideias totalitárias ou ditatoriais, convivem, cotidianamente, no seio das democracias com muita mais facilidade e sutileza (EUA, e caça ao terror; Brasil, moralidade pública superior a Constituição e seu regime de liberdades!). Muitas vezes essas ideias são ilusoriamente vendidas como democráticas... e compradas iludidamente como tais, por amplos setores da sociedade civil, imprensa, representações de classe, movimentos sociais, partidos políticos, tribunais, etc...

Isso ocorre em nações onde o debate não é verdadeiramente livre, plurilateral, franco e democrático. Onde o pluralismo de ideias é renegado em nome da unicidade dos dogmas fruto do moral e politicamente correto, a despeito do direito posto. Onde o medo de ser perseguido ou rotulado por suas ideias diferentes é moeda corrente. No Brasil não podemos deixar que tais ideias tenham vida fácil perante o Tribunal da razão e da ciência.

A democracia é o regime que, dialética e respeitosamente, admite o seu contrário (Norberto Bobbio). Mas é o constitucionalismo que lhe assegura a vida e impede o avanço das forças contrárias, mesmo que aclamadas por vontade popular circunstancial que agrida a perene e pétrea vontade constituinte fundacional (Vanossi).

O fiel da balança em uma democracia, que a salvaguarda da emergência de arroubos ditatoriais ou totalitários, ou melhor, de ideias provindas desses matizes, é a existência de uma Constituição democrática e efetiva (Luis Roberto Barroso). Constituição originada de uma constituinte livre, representativa e soberana, guarnecida por uma Corte Constitucional independente e ciosa de suas tarefas institucionais em um regime de direitos fundamentais e separação de poderes.

Corte Superior cujos juízes julguem, acima de qualquer expediente, com base em regras e princípios constitucionais pré-estabelecidos no próprio texto da Constituição. E não se fundamentem em volúveis, difusos, imprecisos e irracionais sentimentos populares vazados por setores da sociedade que nem sempre atentam para o valor de uma Lei Fundamental e seu regime de contenção dos arbítrios de toda sorte — proveiam esses abusos do Poder Estatal ou do Poder Social, ambos poderes constituídos e contidos pela Constituição democrática vigente.

Todavia, a insegurança jurídica, aplacada momentaneamente pelo STF em 23/3/11, será maior em 2012 se está mesma Corte Constitucional não for acionada, agora, imediatamente, por ação direta de inconstitucionalidade ou ação declaratória de constitucionalidade. E acionada já, sem demora!

E para tal, tanto os “setores moralistas” como os “setores constitucionalistas” da sociedade civil, podem contribuir para solver o problema da insegurança jurídica futura, evitando-o em 2012 e mais adiante ainda.

Isso pelo fato de que o julgamento do dia 23/3/11, dado em recurso extraordinário com repercussão geral, não solveu todos os temas e problemas polêmicos em torno da lei ficha limpa.

Em verdade, solveu apenas um, aproveitável apenas para as eleições de 2010, e precisamente para os eleitos que continuaram recorrendo em prol de suas candidaturas. Ou que não tenham recorrido de decisões do TSE, e que do trânsito em julgado desta, não tenha transcorrido 120 dias para aforamento de ação rescisória. Trata-se do tema da aplicabilidade ou não da lei ficha limpa às eleições de 2010. Somente este, nada mais!

Todavia, temas ainda mais candentes e polêmicos restam para serem decididos, pois a lei ficha limpa não foi invalidada, em qualquer de seus dispositivos, apenas sua eficácia foi afastada para as eleições realizadas em 2010. Tudo o quanto nela está escrito, será aplicável para as eleições de 2012. E os inconstitucionalmente barrados de hoje, salvos pela decisão do STF, serão novamente impugnados de forma inválida em 2012, se vierem lançar candidaturas municipais.

Esses temas relacionam-se com a força normativa do princípio da presunção de inocência, relativamente aos exercentes do direito político fundamental de candidatura, que embora condenados por colegiados de tribunais, em ações eleitorais, criminais ou de improbidade, ainda não tiveram o trânsito em julgado da decisão afirmando-os, definitivamente, culpados; ao princípio da irretroatividade das leis — a retroação da lei alcançando fatos já dados ou decisões judiciais já proferidas, que quando foram praticados ou lançadas não contavam com uma status mais restritivo; a irrazoabilidade não só do tamanho das penas, que podem chegar até mais de 30 anos de inelegibilidade, constituíndo verdadeiras penas perpétuas (como elucidou o ministro Gilmar Mendes), quanto para a indistinção discriminante dos casos em que elas são aplicadas – compra de votos e propaganda institucional, em período vedado, por exemplo, tem as mesmas penas?!. Para fatos de pequeno ou grande desvalor social a pena é sempre a mesma! Fere-se também o princípio da igualdade. Há, ainda, a chamada inelegibilidade processual, como afirma o eleitoralista Adriano da Costa Soares, decorrente apenas do ônus do tempo sobre os condenados que recorrendo contra suas condenações, ficarão inelegíveis, enquanto esperam resposta final da justiça! Isso é violação intolerável da ampla defesa e do devido processo legal!

Além disso, atribuir às decisões administrativas efeito de inelegibilidade, tomadas por órgãos administrativos julgadores sem garantias constitucionais similares aos dos Tribunais de Contas, é algo que deverá entrar na futura pauta do STF. Ou seja, não é constitucional que processos disciplinares e processos ético-profissionais possam ter tamanho força “derrogadora de direitos”, especialmente o direito político fundamental de candidatura. Assim como o tema de atribuir a fato lícito, renúncia de mandato, a sanção de inelegibilidade...

E há um tema que pode invalidar toda a lei, pela ocorrência de inconstitucionalidade formal, que diz respeito à violação ao princípio da bicameralidade no Congresso Nacional, ao se apontar que no Senado (pelo ministro Cesar Peluso, no caso Roriz), o projeto de lei fora alterado, e não retornou à Câmara dos Deputados para aprovação da respectiva emenda parlamentar.

Os setores constitucionalistas (defensores da Constituição e seu regime de liberdades individuais e cívicas) ou os setores moralistas da sociedade civil brasileira (defensores da “Ética da Convicção” [Weber] e seu regime de moralidade) podem provocar a Procuradoria Geral da República, a Ordem dos Advogados do Brasil ou qualquer Partido Político com representação no Congresso para solverem suas “dúvidas” e verem, finalmente, suas teses triunfarem ou naufragarem.

Para os setores constitucionalistas, que entendem que os valores constitucionais acima listados foram violados pela lei ficha limpa, resta pedir a esses autorizados agentes da sociedade civil a propositura da respectiva ou respectivas ações diretas de inconstitucionalidade, que venham a impugnar no STF, pontualmente, os desacertos da lei ficha limpa, declarando-os inválidos para qualquer eleição, não só para a que virá em 2012.

Por outro lado, para os setores moralistas, resta pedir aos mesmos agentes da sociedade civil, que ingressem com ação declaratória de constitucionalidade, já que houve controvérsia significativa e relevante sobre esses temas em todo o Judiciário eleitoral brasileiro. E pedir com base nos argumentos de que a lei ficha limpa, não só não violou os valores da presunção de inocência, da irretroatividade das leis, da razoabilidade, da bicameralidade congressual, etc. Mas que realizou, sobretudo, as hipóteses exigidas pela Constituição para definir requisitos sobre vida pregressa, moralidade para o exercício do mandato, em homenagem superlativa ao supraconstitucional princípio da moralidade administrativa e às regras de probidade, inscritas em muitos pontos da vigente Constituição.

No contexto em que se encontra a opinião pública, é mais fácil que a ação declaratória de constitucionalidade seja movida. Pois ela parece mais “politicamente correta”, pois quem a mover estará a defender a lei ficha limpa, e não a atacá-la de inconstitucional. Isso poderia muito bem a OAB Nacional fazer, assim como qualquer Partido Político representado no Congresso Nacional, já que, à unanimidade, o Parlamento aprovou tal lei. Mesmo a Procuradoria Geral da República, que lavrou em todos os recursos julgados pelo STF aqui referidos, pareceres abonando a lei ficha limpa, pode fazê-lo.

E estes são os dois caminhos mais seguros e rápidos para solver o problema com solução adiada para 2012 e adiante, sem vítimas futuras e incertezas vindouras.

E será bom caminho, mesmo no cenário e composição atual desta Corte, ao menos até meados de novembro de 2012.

Em 3 de setembro de 2012, ministro Cesar Peluso, hoje Presidente, implementa 70 anos, e se despede da Corte. Votaria com os setores constitucionalistas, pelo que enunciou em seus votos nos três casos já decididos.

Em 18 de novembro de 2012, alcança o seu septuagésimo aniversário o ministro Carlos Britto, que pode ser referido como inspirador intelectual do movimento pró “fichas limpas na política”, com seu famoso voto no TSE, na eleição de 2006, contra o pedido de candidatura do então candidato Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco da Gama, que no TSE obteve candidatura, mas fora barrado nas urnas pela ação consciente do corpo eleitoral do Estado do Rio de Janeiro!

Por certo, Carlos Ayres votará, como demonstraram suas posições de voto, com os setores moralistas da sociedade civil. Ele chegou a defender, em 2006 e 2008, que a ideia (regras constitucionais) de vida pregressa e moralidade para o exercício de mandatos sequer precisaria de lei complementar para ser aplicada, para ser definida. A regra constitucional seria auto-aplicável, pois seus valores, como a moralidade para o exercício do mandato, vida pregressa compatível, etc, não poderiam esperar pelo legislador omisso. Caberia, assim, em sua ótica, com a omissão do legislador, a construção ativista e moralizante do Judiciário eleitoral.

Essa ideia é boa nos fins, mas periclitante nos meios! Ela inspirou a Associação da Magistratura Brasileira (AMB) a aforar a polêmica Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 144, no STF, defendendo a mesma tese, que não foi aceita, por maioria de votos, em 6/8/08. E a decisão final só veio quase dois meses antes das eleições municipais de outubro de 2008, e 1 mês e 3 dias após o prazo final para apresentação de suas candidaturas. Então se viveram momentos de incerteza contornados a tempo, mas não sem dor e custo...

Relembre-se que mesmo depois da correta decisão de agosto de 2008 no STF, alguns moralistas membros do Ministério Público Eleitoral e certo número de partidos políticos adversários de candidaturas eleitas, escudando-se no fato de que o acórdão da Suprema Corte ainda não havia sido publicado (só o foi em fevereiro de 2010..., com 289 páginas), continuaram a recorrer das decisões judiciais eleitorais que aplicaram o entendimento do STF, fazendo com que o colégio de eleitores e candidatos eleitos permanecessem em estado de espera e de peleja judicial, dando continuidade à insegurança jurídica, até o soar do apito final da Justiça.

Se esse conflito de teses, entre setores moralistas e setores constitucionalistas da sociedade civil perdurar até o limite de cinco meses e 20 dias após as eleições de 2012 (imitando o último desfecho em 23/3/11), chegaremos a março de 2013, com um sério agravante institucional: serão milhares de candidaturas municipais, para vereança e prefeituras, que começarão em primeiro grau, nas zonas eleitorais, e não em TRE´s.

Em eleições municipais há um grau de jurisdição a mais a vencer, para se chegar ao STF. E haverá algumas centenas de recursos a mais do que em 2010, pois são quase seis mil municípios decidindo sobre suas vidas políticas, e não apenas 27 Estados e a União.

Assim, o número de recorrentes e o grau recursal a mais a vencer farão com que a decisão em recurso extraordinário, com repercussão geral, tomada dia 23/3/11, só possa ser retomada, no caso da eleição de 2012, apenas ao fim do quadriênio político iniciado em janeiro de 2013, ou seja, será tomada, quiçá, em fins de 2017... Em processos judiciais iniciados em zonas eleitorais, quando alcançam o STF, isso não é incomum. É, praticamente, a regra!

Quantas idas e vindas de mandatário eleitos e cassados em prefeituras ocorrerão, como registra a crônica judiciária eleitoral? Quantas inseguranças na composição proporcional das Câmaras de Vereadores de todo o país? Quanto dinheiro público e privado serão despendidos? Quanto tempo público e privado será gasto para solverem essas polêmicas, que reclamam já a palavra segura e definitiva da Suprema Corte brasileira!

Que a AMB, a CNBB e a OAB em especial — essa o único órgão da sociedade civil legitimado universalmente para propor ação direta de inconstitucionalidade, ação declaratória de constitucionalidade e arguição de descumprimento de preceito fundamental —, contriburão não só para o levante da pressão da sociedade civil em torno do tema ficha limpa. Mas com igual responsabilidade e força, laborem para que as incertezas em seu derredor sejam dissipadas e reine, acima das paixões, a segurança jurídica, sem a qual a democracia se desmancha e a estabilidade das instituições republicanas se desfaz

Edinho Trajano, com Ruy Samuel Espíndola.
O PT no Nordeste

Tornou-se um desafio para o PT nordestino a consolidação do partido na região sob as bênçãos da presidente Dilma Rousseff. A “Carta do Recife”, resumindo conclusões do encontro realizado entre dirigentes e lideranças no hotel Jangadeiro, incluindo-se o presidente nacional Rui Falcão, defende o protagonismo do PT nordestino, com reeleição de prefeitos em algumas capitais, eleição de candidatos em outras que não estão ao alcance do seu domínio e “atenção especial” para redutos como João Pessoa. Aqui, as chances parecem remotas, diante de competição acirrada entre outras siglas.
Mas não só por isso. O Partido dos Trabalhador
es até que possui quadros de nível a oferecer, como o deputado estadual Luciano Cartaxo, que foi testado no papel de vice-governador no mandato-tampão do peemedebista José Maranhão e surpreendeu aos menos avisados, pela interlocução que abriu com movimentos sociais, a despeito da férrea centralização que JM empalmou, como é do seu estilo. No fim da gestão maranhista, Cartaxo ficou isolado junto a setores do PMDB e perdeu a confiança de alas radicais do PT. Arregaçou as mangas e se elegeu à Assembleia com seus méritos.
É preciso dizer, a bem da verdade, que havia uma desconfiança contra Cartaxo motivada pelo fato dele ter sido líder do então prefeito Ricardo Coutinho no legislativo municipal pessoense. Mas Luciano seguiu o enredo que fora traçado internamente. Posteriormente, entrou como vice de Maranhão em 2006 por decisão da maioria da cúpula petista. Hoje, como deputado, é um dos mais atuantes na oposição a Coutinho.
As idiossincrasias
Enquanto não superar idiossincrasias e promover uma depuração que torne a unidade um dogma e não uma peça de marketing, o Partido dos Trabalhadores não se afirmará na sua plenitude. A agremiação chegou ao poder maior, com Lula ocupando a presidência da República por duas vezes. Estagiou por governos estaduais em regiões mais evoluídas e em centros médios. Contudo, não alcançou a maturidade.
Na Paraíba, peleja para construir identidade própria sem avançar, porque acaba vindo a reboque ora de Maranhão, ora de Ricardo. Abriga dissidentes notórios como Júlio Rafael, Walter Aguiar, Luiz Couto. A constatação que salta aos olhos é a de que o partido afrouxou o limite da fidelidade. Nesse ponto, foi de um extremo a outro. Atuou de forma ortodoxa em fases distintas, depois partiu para uma liberalidade geral.
Coerência mínima
Não é o caso de sugerir que o partido deva ser autoritário, inflexível, arauto de imposição de camisa de força para filiados com ou sem mandato. O mínimo de coerência se impõe, todavia, para que o PT não seja tido como irreconhecível. Nesse ponto, é de convir que o presidente Rodrigo Soares sofre contestação cerrada.
A postura de combate a Soares é inconcebível com a democracia interna que a legenda jactava-se de exercer de forma diferenciada, tomando por base o respeito a deliberações de cúpula extraídas de discussões intermináveis, uma prática que não foi abolida. Destituir Rodrigo do comando antes de concluído o mandato seria ato de força, mas sua autoridade deve ser respeitada antes que a indisciplina cresça.
Campos, o trator
O PT no Nordeste está, de certa forma, tolhido pela ascensão gradual que vem tendo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a estrela maior do Partido Socialista. Teoricamente interessado em pavimentar o terreno para uma candidatura à presidência da República em 2014, Eduardo sustenta uma imagem de “trator”, dedicado, pacientemente, à expansão do PSB e tonificação de seus quadros.
A candidatura a presidente é costurada com habilidade, até porque Eduardo é aliado de Dilma, que tem direito à reeleição. Voltando à Paraíba: a dimensão da sobrevivência do PT só pode ser avaliada com voos mais altos. A disputa local é importante em 2012, até para testar os espaços disponíveis. Mas, fica no ar a pergunta: qual é mesmo a dificuldade do PT lançar candidato ao governo da Paraíba?
Rita Bizerra, com Nonato Guedes

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fim da reeleição é barrado na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania

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A proposta que impede a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos foi rejeitada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Os senadores acataram relatório do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), contrário à PEC 39/2011, que acaba com a possibilidade de um segundo mandato para chefes do executivo. A matéria segue para exame do Plenário.
Na justificação da proposta, apresentada pelos integrantes da Comissão da Reforma Política do Senado, seus autores argumentam que o impedimento à reeleição foi uma "tradição republicana" vigente desde a Proclamação da República, até que a Emenda Constitucional 16, aprovada em 1997, deu aos chefes dos Executivos a possibilidade de um segundo mandato consecutivo.
Os senadores contrários à reeleição consideram que o titular do mandato, "ao acumular a condição de candidato, compete na campanha eleitoral em condições extremamente favoráveis em comparação com os demais concorrentes".
No entanto, o relator, em seu voto contrário à PEC, relembrou argumentos que levaram à aprovação da Emenda Constitucional 16, como o tempo insuficiente do mandato de quatro anos, frente à magnitude das tarefas a cargo de presidentes, governadores e prefeitos.
"A reeleição, nessa perspectiva, seria preferível à ampliação simples dos mandatos, por oportunizar ao eleitor poder de veto sobre a recondução", diz ele.
Renan afirmou ainda que a reeleição permite aos eleitores "premiar os bons governantes com um mandato adicional e punir os maus governantes com a recusa desse mandato". Para ele, a experiência de quase 15 anos com a prática da reeleição confirmaria "a pertinência desses argumentos".

Edinho Trajano e Rita Bizerra..

Sousa responde à pesquisa divulgada pela revista pulítika

Fábio Tyrone que conta com a força e o apoio incondicional do grande líder da política sousense, o advogado João Estrela, conta também com o apoio popular


A manifestação dos sousenses interagindo à entrevista do Prefeito Fábio Tyrone, concedida no programa Perfil, aos jornalistas Gil Silva e J. André na tarde de ontem, quarta feira (22), desmistifica a imagem de vencedor do pré-candidato da oposição, o Deputado André Gadelha e do seu grupo de pura consangüinidade “Gadelha”, que articula um paredão de combate contra a reeleição de Tyrone, o que poderá não prosperar diante do quadro que se apresenta há essa distância das eleições.
Em meio às setenta, (70), chamadas telefônicas, aproximadamente, e o número de mensagens que ultrapassou duzentos (200) contatos, todos aprovando a gestão atual, parabenizando o prefeito, se destacou a ligação do ex-candidato a vice-prefeito do deputado Gadelha, o ex-vereador Avanir Braga, que declarou em público, apoio ao prefeito, assim sendo, escutou-se ao vivo, aplausos provindos de apoiantes da decisão do ex-vereador, de eleitores que também o acompanharam nas eleições passadas e o seguirão nessa decisão.
Fábio Tyrone que conta com a força e o apoio incondicional do grande líder da política sousense, o advogado João Estrela, conta também com o apoio popular e a estrada que resta para caminhar, lhe oferecerá uma grande colheita.
“Sousa tem muito a melhorar neste mandato que está acontecendo e no próximo faremos muito mais”, disse o prefeito em agradecimento aos elogios que lhe foram dirigidos e assegurando a união do seu grupo, que continua com propostas de desenvolvimento e melhoria de vida para os seus munícipes.
Fábio ratifica os propósitos de honestidade, compromisso e responsabilidade em primeiro (1°), lugar, na sua gestão e reforça que a maneira viável para que as mentiras das oposições não se transformem em verdades falsas é o trabalho empreendido por ele próprio e sua equipe em prol do desenvolvimento de Sousa, e na semana da cidade serão divulgadas as obras realizadas e a serem realizadas, sendo muitas delas inauguradas nos próximos dias 08, 09 e 10 de julho, inclusive o Hospital de São Gonçalo, onde anunciará o atendimento de outras reivindicações do ex-vereador Avanir Braga.
Na oportunidade, o prefeito elogiou os pleitos do ex-vereador, dizendo serem todos coletivos e não pessoais, o que assegura a idoneidade do mesmo e o comprometimento com a melhoria de vida dos que seguem a sua orientação política e da sua comunidade, São Gonçalo.
O atual quadro apresentado para as eleições 2012 na cidade de Sousa, possibilita um maior desfacelamento da oposição podendo não chegar a se materializar, essa foi a mensagem final da fala do prefeito Fábio Tyrone, que saia da Sousense FM feliz e gratificado pelo reconhecimento da positividade da sua gestão.
Durante aproximadamente quatro (4) horas de entrevista, respondendo perguntas, interagindo e atendendo solicitações dos ouvintes, Tyrone desafiou a oposição e/ou populares insatisfeitos com a sua administração apontar um ato de corrupção porém, não houve nenhuma manifestação.
 
Edinho Trajano e Rita Bizerra

O apresentador do programa Correio Verdade, na TV Correio, e do Correio da Manhã, na 98 FM, Samuka Duarte aceitou o convite para se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e pode ser candidato tanto na cidade de Santa Rita quanto em João Pessoa já em 2012.
O acordo foi feito pelo Presidente do diretório municipal do PSB em Santa Rita, Aurian Lima e referendado pelo presidente da executiva estadual Edvaldo Rosas.


Samuka Duarte é santaritensse e sua filiação foi concorrida por vários partidos, mas a decisão foi de aceitar o convite do presidente Edvaldo Rosas e disputar as eleições já no ano que vem.
“Não sei ainda se serei candidato em João Pessoa ou em Santa Rita. Tudo pode acontecer.” disse Samuka.


As conversações já vinham ocorrendo há algum tempo, mas só na tarde desta terça-feira (21), o apresentador deu a resposta ao Partido. A filiação de Samuka deverá ocorrer em breve, em evento do partido com a filiação de outras lideranças municipais e a presença de deputados e lideranças socialistas.


A chegada de Samuka Duarte na disputa de ambas as prefeituras, deverá acirrar ainda mais a política da Grande João Pessoa.


O assunto foi abordado pelo PB Agora no último dia 7 de junho e ganhou grande repercussão.


ONDA JOTA JÚNIOR: ‘Fenômeno’ do Rádio e da TV põe nas mãos de Deus futuro e admite pela 1ª vez disputar terceiro maior colégio eleitoral da PB; “A pressão é muito grande!”


Líder absoluto na audiência do Rádio e da Paraíba, após constatação de pesquisa feita pelo Instituto Ibope, o apresentador Samuka Duarte admitiu pela primeira vez a possibilidade de disputar em 2012, uma das mais importantes cidades da Paraíba: Santa Rita, o terceiro maior colégio eleitoral do Estado.


Filho da terra dos canaviais , Samuka Duarte disse que o seu futuro político está nas mãos de Deus e que a população sempre lembra do seu nome para que entre na disputa. Na opinião do apresentador existe um ‘clamor’ popular que deseja a mudança.


“Todo o ser humano tem que ter a sensibilidade de mudança, aquele que não tem a sensibilidade não é filho de Deus! Deus transforma! Ele deu Jesus Cristo para morrer para mudar a humanidade! Nós temos esse sentimento de mudança!”, profetizou.


Samuka fez questão de dizer que ‘atualmente’ não é candidato a prefeitura de Santa Rita, porém admitiu que pode modificar a sua opinião.


“A pressão é muito grande e tudo pode acontecer! Entrego a minha vida nas mãos de Deus, quem manda na minha vida é Deus!”, sentenciou.


O líder no Ibope do Rádio e da TV paraibana admitiu pela primeira vez publicamente a possibilidade e demonstrou um sentimento crescente em sua vida.


“Se existir uma determinação de Deus para fazer bem ao povo eu aceitarei! Se não for para fazer bem ao povo eu não quero!”, alertou.
Samuka Duarte comanda diariamente ao lado de Emerson Machado na Rádio 98 FM o programa Correio da Manhã e no horário do almoço o policial Correio Verdade, em ambos os programas teve audiência esmagadora sobre os seus principais concorrentes no horário.


Santa Rita possui uma população de 120.333 habitantes, com 85.254 eleitores, atualmente é comandada politicamente pelo prefeito Marcos Odilon (PMDB) que foi reeleito no ano de 2008.


É válido lembrar que outro comunicador de sucesso na mídia conseguiu se reeleger em outro importante colégio eleitoral, Jota Júnior (PMDB) que comanda a cidade de Bayeux.


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quarta-feira, 22 de junho de 2011


Romero diz que “largaria tudo para servir à Campina Grande”

Rodrigues lembrou ainda que tem apresentado uma quantidade significativa e qualitativa de proposituras ao longo desses primeiros meses de mandato

O deputado federal Romero Rodrigues (PSDB) declarou que se estivesse exercendo qualquer que fosse o cargo político, abriria mão para servir exclusivamente à cidade de Campina Grande, na condição de candidato a prefeito do Município.
- Campina significa tudo para mim, disse o tucano. “De forma que eu largaria tudo que estivesse fazendo para servir a esta cidade que tanto amo. Agora é bom que fique bem claro que nesse instante estou trabalhando para fazer um bom mandato como deputado federal, mas se for a vontade de Deus e contando com a solidariedade e confiança do meu grupo político, e , principalmente do povo de nossa terra, ai sim haverei evidentemente de colocar o meu nome a disposição na hora certa e no momento oportuno em torno de um projeto político para a cidade”, observou.
Rodrigues lembrou ainda que tem apresentado uma quantidade significativa e qualitativa de proposituras ao longo desses primeiros meses de mandato, matérias que tem tido inclusive uma grande repercussão nacional.
“Estou tranqüilo e em paz comigo mesmo porque estou pelo menos fazendo o possível para contribuir  com um Brasil melhor”, frisou.
O parlamentar disse, por outro lado, que lamenta que a Prefeitura Municipal de Campina Grande não utilize material reciclado nas bandeirolas que estão distribuídas no Parque do Povo, durante O Maior São João do Mundo. Em sua opinião, seria interessante que se pensasse num São João Ecológico, e não se utilizar plástico nessas ornamentações.
PTN
O presidente do PTN da Paraíba, Fábio Medeiros, informou que a legenda não terá candidatura própria no próximo pleito e apoiará a candidatura do tucano.
Conforme Medeiros, entendimentos internos apontam para o apoio à postulação do deputado federal Romero Rodrigues. “Vamos colocar para votação, mas pelo que conheço dos companheiros de Campina Grande, somos um grupo ligado ao senador Cássio Cunha Lima”, disse o presidente do PTN.
Apesar da intenção, Medeiros fez questão de afirmar que a consolidação do apoio só será concretizada após um entendimento com todos os membros. Atualmente, Fábio Medeiros ocupa o cargo de secretário executivo de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente no Governo do Estado. As declarações de Romero Rodrigues foram prestadas ao jornalista Onias Xavier.

 
Edinho Trajano, com assessoria

Lula ganha prêmio World Food Prize por combate à pobreza
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de ser anunciado como um dos ganhadores do prêmio World Food Prize de 2011. O anúncio foi feito há poucos minutos em Washington. O outro vencedor do prêmio em 2011 foi John Agyekum Kufuor, ex-presidente do Gana. Ambos os paí­ses devem cumprir e ir além dos objetivos das metas do Milênio da ONU, de reduzir a pobreza pela metade em 2015.
“Eu estou convencido de que o que foi importante durante minha administração foi resultado da parceria com a população brasileira” disse o ex-presidente Lula. “Eu estou emocionado de saber que o Brasil foi escolhido como um país que conseguiu boas políticas na area da agricultura e combate à fome. O Brasil tem muito a mostrar na área de segurança alimentar. E nóa queremos compartilhar nossa experiência com outros paí­ses, especialmente da África e os paí­ses mais pobres da América Latina tanto nosso conhecimento técnico, quanto do ponto de vista da produtividade e distribuição de alimentos.”
O comunicado do prêmio lembra que Lula, antes mesmo de assumir o governo, decidiu que sua principal prioridade seria combater a pobreza e a fome. E que através de iniciativas dentro do programa Fome Zero: como o Bolsa Família, o programa Mais Alimentos, e o programa de aquisição de alimentos para merenda escolar, houve uma significativa melhora na produção e acesso aos alimentos no Brasil.

Rita Bizerra, com assessoria